sexta-feira, novembro 30, 2007
Quites
Vocês ficam com Tony Blair (conversão do ex-primeiro ministro britânico ao catolicismo aqui) e nós, ganhando terreno na América Latina, Ásia e África, ficamos quites convosco (estima-se que mundialmente a quantidade de protestantes igualou a de católicos, aqui).

Obrigado pelo comment no post anterior que me iluminou para esta boa notícia.

Tiago Cavaco
posted by @ 8:11 da tarde   10 comments
Spe salvi facti sumus
Depois de altos vôos de eloquência com os revolucionários carrascos dos vendilhões do templo e a humildade ou a abençoada pobre de espírito evangélica versus os idólatras membros da Opus Dei que só reforçam a sua idolatria por saberem português (talk about double standards), aqui fica o link para a nova encíclica do Papa sobre a 2ª virtude teologal, a Esperança, com a tinta ainda fresca sobre o papel.

Luís
posted by @ 5:27 da tarde   0 comments
quinta-feira, novembro 29, 2007
Aprender a orar
Mais do que o sentido de humor divino, gastava de saber como Deus recebe orações como esta, da Opus Dei.
Lembra-me uma senhora da minha igreja que nas orações públicas pedia: “Senhor, remove a minha fé!”. Traída pelo fraco domínio da língua, ela trocava o “renova” pelo desastrado “remove”. Mas Deus é misericordioso, e, segundo a Palavra, olha mais para o coração do que para o que sai da boca. E, tanto quanto posso saber, à senhora da minha igreja a fé nunca foi removida.
Era bom que orações como as da Opus Dei tivessem um substrato de verdade que as tornasse dignas da atenção divina. Mas, como nestas coisas não vale a pena arriscar, fica um conselho aos amigos da Opus Dei e a outros adeptos de intercessões humanas. Copiem também um senhor da minha igreja. Nas suas orações ele nunca se esquecia de pedir: “Senhor, ensina-me a orar”.

Pedro Leal
posted by @ 9:53 da manhã   9 comments
quarta-feira, novembro 28, 2007
Quiriqui


Sempre contra a reacção.
posted by @ 11:33 da tarde   3 comments
Oração pedindo a concessão de um favor por intercessão de São José Maria Escrivá
Ó Deus, que por mediação da Santíssima Virgem concedestes inúmeras graças a S. Josemaría, sacerdote, escolhendo-o como instrumento fidelíssimo para fundar o Opus Dei, caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres quotidianos do cristão, fazei que eu também saiba converter todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar, e de servir com alegria e simplicidade a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, iluminando os caminhos da terra com a luz da fé e do amor. Concedei-me por intercessão de S. Josemaría o favor que Vos peço: faz com que a fome, a guerra, a miséria, a dor, o sofrimento e a infelicidade desapareçam do Universo. Amen.

timshel
posted by @ 5:29 da manhã   17 comments
segunda-feira, novembro 26, 2007
Da honestidade intelectual
Through all ages men have tried to fathom the meaning of life.
They have realized that if some direction or meaning could be given to our actions, great human forces would be unleashed.
So, very many answers must have been given to the question of the meaning of it all.
But they have been of all different sorts, and the proponents of one answer have looked with horror at the actions of the believers of another.
Horror, because from a disagreeing point of view all the great potentialities of the race are being channeled into a false and confining blind alley.
In fact, it is from the history of the enormous monstrosities created by false belief that philosophers have realized the apparently infinite and wondrous capacities of human beings.
The dream is to find the open channel.
What, then, is the meaning of it all?
What can we say to dispel the mystery of experience?
If we take everything into account, not only what the ancients knew, but all of what we know today that they didn't know, then I think that we must frankly admit that we do not know.

Richard Feynman, The value of Science
cbs (com o perdão do Tiago Cavaco)
posted by @ 12:07 da manhã   3 comments
sábado, novembro 24, 2007
Nevermind Benfica-Porto

Tiago Cavaco
posted by @ 3:20 da tarde   2 comments
sexta-feira, novembro 23, 2007
Das tautologias estéreis entre Ciência e Fé
Disse-lhe Jesus: Porque me viste, acreditaste; felizes os que acreditam sem terem visto (Jo 20, 29)

Uma vez que os diabos não ligam, tentarei eu esclarecer-me.
Procuramos todos - nós e vocês - uma crença firme, que julguemos verdadeira. Pensamos sempre que a nossa o é.
Andar a dizê-lo uns aos outros é que é pura tautologia.

Na minha opinião contudo, quando o cientista nega Deus e se torna ateu, resumindo a sua crença à ciência, está a trocá-Lo por uma forma de idolatria: o cientismo.
Nesse processo de des-crença há uma alienação que se traduz na substituição de Deus por um valor relativo, tornado absoluto, em torno do qual a personalidade descrente se polariza.
O fascínio da ciência e sobretudo das suas aplicações tecnológicas torna-se avassalador, obcecante, transferindo-se para a Ciência (ou o Homem) os atributos divinos.

Disse algures Platão que, quando não se sente a falta de alguma coisa, também não se sente o desejo dela.
Acontece porém que, se o cientista ateu não sentisse a falta, não procurava crenças. Crenças substitutas que, no entanto, o deixam num estado misto de ciúme, inveja e mau estar, e que o levam, por vezes, a procurar redenção no escárnio de quem crê numa Fé que ele não compreende e que o transcende, porque fica fora da esfera dos seus conhecimentos, porque não pode ser objecto das suas investigações.

Toda a certeza repousa em afirmações, em ultima análise indemonstráveis, mesmo na Ciência, até na matemática. Nenhuma pode validar-se a si própria. São só instrumentos de busca. E entre a crença presumida na “certeza” científica, e a crença na Fé dos cristãos, a diferença essencial está nisto: não existindo metafísica na primeira, pelo contrário, a segunda é prenhe de sentido para a Vida.
cbs
posted by @ 10:37 da tarde   18 comments
Humildade e Fé V
Quem conhece as minhas preferências literárias sabe que sou um adepto incondicional de Kierkegaard, um devoto leitor de Gabriel Marcel e um frequentador da Cinemateca sempre que Bergman nos apresenta na tela as suas inquietações existencialistas.

Mas tenho um problema com a fé fundada na dúvida cbs. O problema é que em geral aquilo a que chamamos "dúvida" não é uma grande inquietação metafísica. É apenas isto que o Cardeal Fulton Sheen tão bem descreveu no seu clássico programa Life Is Worth Living:


Peace be to you.

Nobody is born an atheist. There is no one who is born a skeptic, that is to say, one who doubts the possibility of ever discovering truth. These attitudes are made, and they are made less by the way one thinks then by the way one lives. If we do not live as we think, we soon begin to think as we live. We suit our philosophy to our actions(…)(Good and Evil)


Luís
posted by @ 12:15 da tarde   13 comments
quinta-feira, novembro 22, 2007
O Evangelho Político II

Desta vez, um católico.

Luís
posted by @ 10:27 da tarde   10 comments
quarta-feira, novembro 21, 2007
Mergulhos
Na bancada da piscina, durante a aula da filha, ler Spurgeon e mergulhar no Evangelho intemporal:
“Ouso dizer que um pecador justificado por Deus permanece numa base ainda mais segura que um homem justo que fosse justificado pelas obras, se tal pudesse acontecer. Nós nunca poderíamos ter a certeza que tínhamos realizado as obras suficientes, a consciência estaria sempre inquieta, temendo que, depois de tudo, ainda tivéssemos falhado e só pudéssemos ter o veredicto trémulo de um juiz falível para confiar; mas quando o próprio Deus justifica e o Espírito Santo dá testemunho disso por meio de paz com Deus, sentimos então que o negócio é seguro e está resolvido, e descansamos. Nenhuma língua pode reproduzir a profundidade da calma que vem sobre a alma que recebeu a paz de Deus, paz que sobrepuja toda a consciência.”
posted by @ 11:48 da tarde   2 comments
terça-feira, novembro 20, 2007
O Evangelho Político I
ou As evocações muito muito ténues da greve da Valorsul

Vale a pena ouvir cada sílaba. E era Baptista...

Luís Sá

posted by @ 4:50 da tarde   10 comments
O evangélico com que mais concordo
é o nosso caríssimo Tiago Cavaco.

E ao contrário do que o josé parece desejar, não tenho qualquer aspiração inconfessada de uma conversão à Santa Madre Igreja por parte do nosso eminente pastor. Porque no seu caso, como provavelmente no caso da personagem referida no post (que eu já conhecia) seria sinal de um temperamento ainda marcado pela cisão, pelo corte por vaidades pessoais (por melhor fundamentadas que fossem, como eram e continuam a ser nos "reformadores" da praxe) que caracterizou a Reforma.

Não é que eu critique quem do meio evangélico abraça o catecismo da Santa Igreja. Intelectual e espiritualmente sinto-o e sempre o senti como um efectivo ganho face ao protestantismo. Do que tenho dúvidas é que seja de católicos de nome que se tenha falta neste mundo. Ou mesmo de católicos teologicamente convictos, intelectualmente preparados.

Muito mais necessário nos dias de hoje, muito mais profundamente católico, muito mais profundamente cristão que a adesão nominal ao catecismo é aquele sentido de compromisso e fidelidade de que fala o Tiago. É não ter ilusões sobre a nossa natureza e sobre a natureza de qualquer comunidade de homens e mulheres, não ter ilusões sobre operações de cosmética e "libertações do institucional". Nós caímos sempre e necessariamente no institucional. A "libertação" é apenas momentânea e o único resultado duradouro é a mudança das chefias (e isto apliquem às igrejas ou ao casamento que é a mesma coisa). A fidelidade à instituição significa sobretudo um amadurecer da experiência humana, para lá dos entusiasmos infantis iniciais, significa lidar com as pessoas que já nos começam a entediar porque já as julgamos apreendidas pela nossa penetrante perspicácia. É que embora dessas pessoas nos possamos livrar e mudar a paisagem, há sempre alguém que corre o risco de permanecer eternamente entediante e imóvel. Nós para nós mesmos. E se não aprendermos a olhar para lá da pretensa familariedade, para o mistério que constitui cada ser humano (e é difícil, bem difícil) muito mais dificilmente o faremos connosco mesmos, correndo o risco de permanecermos sempre os mesmos embora escolhamos uma paisagem em constante mutação à nossa volta.

Tenho muitas dúvidas que os ganhos ecuménicos alguma vez passem por conversões de um lado para outro. São experiências pessoais, muitas vezes altamente intelectualizadas, ou baseadas numa comunidade mais ou menos alegre que encontraram, uma pessoa mais ou menos "espiritual". Mas na fidelidade aposto, na verdadeira fidelidade, às pessoas e às instituições, às pessoas que vivem e às que viveram (diria um católico, daí a importância da Tradição). E tenho como convicção que essa fidelidade dará fruto, muito mais fruto que qualquer outra coisa.

O ecumenismo tem que ter uma perspectiva necessariamente escatológica. Jesus garantiu-nos que seríamos uma única Igreja nos últimos dias, mas ainda falta. Até lá, tenho a convicção que é vivendo em fidelidade e em verdade que nos aproximaremos desses dias. Enquanto eles não vêm, leio o Tiago com prazer.

Luís Sá
posted by @ 12:26 da tarde   6 comments
segunda-feira, novembro 19, 2007
Ao ateu que passa
Caros ateus científicos e lógicos, a fé começa a balançar-me. Elfos e outras fábulas picam-me os miolos...
Deixei um pedido num comentário, mas o Demo zangou-se. Não m'atura mais... ele que todos tenta, a mim não liga, tão ínfimo me tornei...
Mas quero a Ciencia, preciso desse calor salvífico, contudo dúvidas afligem-me.

Tenham dó!
Afinal é ou não é o Universo é inteligível?
Onde é estão as provas científicas dessa inteligibilidade?
Qual é a ciência específica que nos sossega, assegura que a Ciencia tem valor rigoroso e absoluto?
Ajudem-me!...
cbs
posted by @ 11:37 da tarde   0 comments
Pronto, pronto, não há Deus, não há Deus e Demo é o seu profeta...
"O desconforto racionalista

Muitos filósofos ficam desconfortáveis com esta dicotomia entre pensamento e os seus objectos no exterior dele. Assim, procuram por todas as formas negar a «objectividade» da ciência. Em particular, aqueles que se consideram cientistas sociais, na continuação dos fundadores na linha de um Auguste Comte ou de um Adolph Quételet (inventor de uma física social), tentam reduzir toda a ciência a uma actividade que em nada difere da sua, senão, julgam, pela sua especial matéria. Daqui a importância que sempre atribuem ao que chamam método científico. Outros vão ainda mais longe negando, até, em todas as suas formas, os métodos usados nas ciências propriamente ditas, as ciências naturais, como lhes chamam.

Alguns cientistas adoptam uma atitude semelhante mas de sinal contrário. São os adeptos do cientismo que admitem convictamente que dentro da ciência cabem todas as «verdades», tanto as que se encontram na correspondência não só entre o pensamento e as coisas fora dele, mas também com o que se construiu mentalmente. Verdades que não seriam qualificadas pelo adjectivo científicas, pois que todas as verdades seriam, assim, científicas. Se bem entendemos, estas posições que parecem opostas não se encontram muito afastadas. Com efeito, num perfeito racionalismo, as relações entre as coisas, a sua organização, poderiam estabelecer-se apenas por processos de mente. Isto é, se conseguíssemos estabelecer apenas racionalmente as teorias que necessariamente correspondessem a coisas do mundo lá fora, todas as descobertas seriam racionalmente previstas e a coerência lógica dos discursos traduziria uma realidade exterior ao pensamento. A procura de uma correspondência seria anulada automaticamente, espontaneamente. O que se pensasse de uma certa forma (a descobrir no futuro...) realmente existiria."

in "O Discurso pós-moderno contra a ciência - Obscurantismo e irresponsabilidade" pelo Professor António Manuel Baptista, professor catedrático de Física no IST.

Eu até acho o livro filosoficamente redutor, mas tem coisas como estas bem apanhadas. E o Demo faz-me lembrar aquilo que Wolfgang Pauli disse acerca de Paul Dirac: «Pronto, pronto, não há Deus, não há Deus e Dirac é o seu profeta..."

Sobre a fé vale a pena ler também este discurso do papa.

Luís Sá
posted by @ 5:54 da tarde   58 comments
Humildade e Fé IV
Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se o orgulho habitar em mim serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montanhas, se o orgulho habitar em mim nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se o orgulho habitar em mim nada disso me aproveitará.
O orgulho é paciente, é insidioso e maligno. O orgulho arde sem doer, por tudo se ufana, por tudo se ensoberbece. O orgulho só conduz a si mesmo, só procura os seus interesses, não se exaspera mas espera. O orgulho não se ressente nem do mal nem do bem, não se alegra com a injustiça nem com a justiça. O orgulho regozija-se com a verdade e, mais ainda, com a mentira. Em nome do orgulho tudo se sofre, em tudo se crê, tudo se espera, tudo se suporta.
Ainda que em nós permaneçam a Fé, a Esperança e o Amor, sendo que o Amor é o maior destes três, todos eles, mesmo o Amor, podem soçobrar pelo peso do Orgulho, que de tudo se alimenta e que a todos nós alimenta, podendo assim encher o nosso coração, esvaziando-o de tudo o resto. E assim sendo, no fim de tudo, depois de tudo ter sido apagado pela força do Orgulho, é ele que permanece em nós, no vazio imenso em que nos tornámos.

Perdoar-me-ão certamente esta apócrifa adaptação do belíssimo e célebre trecho da 1ª Carta de S.Paulo aos Coríntios, mas desde que cheguei à Fé que hoje tenho, tal como Paulo desde a estrada de Damasco, também eu sinto permanentemente em mim e permanentemente receio em mim algo como o «espinho na carne» de que ele se queixava. Só que, sendo eu um simples pecador e não um apóstolo como Paulo, esse espinho não é «algo que lhe foi dado a fim de que não se orgulhasse» (2 Cor 12, 2-10). Não, a mim esse espinho que me fere ferindo a crença que tenho no valor da minha Fé, é precisamente o orgulho, esse que penso ser o pecado original, o pai de todos os pecados, o pai de todo o mal.
Já uma vez falei no Guia de algo que me afige, o meu orgulho de crente: um imenso e absurdo orgulho, um orgulho de ter Fé, um orgulho de pressentir e julgar discernir Deus, um orgulho de me achar um justo, tal como Job achou ser, um orgulho de ser humilde, um orgulho de ser manso, um orgulho de ser desprendido. Este é um orgulho insidioso que já existia antes de existir a minha fé e que, tendo ela chegado, foi dela alimentar-se, foi encontrar nela razões para se gloriar. É de tal modo insidioso este orgulho que se exalta por ser reconhecido e exulta por querer ser combatido.
Uma belo dia, ao ler S.Paulo (sempre este homem fatal) a dizer que «tudo nos é permitido mas nem tudo nos convém», tive finalmente a terrível percepção de que esta fé que eu tenho é para mim essencialmente algo que me convém, que me ajuda a viver, que me dá sentido à vida e ao sofrimento, que consola o meu coração e satisfaz a minha inteligência. A minha fé alimenta-me e aperfeiçoa-me mas não me consome. É um bem em si mesmo, quase só para mim, eu que sou habitat de tão grande orgulho.
Não se pense que isto são pruridos de homem excessivamente escrupuloso. Isto é uma dôr de alguém que receia por si próprio. E que lamenta a sua esterilidade. Porque, como também disse S.Paulo aos inefáveis Coríntios, «agora vemos como em espelho, obscuramente, e então veremos face a face; agora conheço em parte e então conhecerei como sou conhecido».

josé
posted by @ 12:33 da tarde   6 comments
Humildade e Fé III
Ora cá quanto a mim, humildade é uma coisa que desgraçadamente tenho muito pouca. Pensava ser óbvio para vocês que da suavíssima retórica cristã que por aqui e noutros sítios tenho praticado, exsuda uma muito mal disfarçada satisfação de mim mesmo e, sobretudo, uma jesuítica determinação em vos converter a todos, um após outro, ali precisamente onde, como tu Tiago já bem percebeste, essa conversão pode ser feita.
Isso não significa que eu não considere a humildade como uma virtude cristã tão importante e tão teologal como a fé, a esperança e caridade. Nem penso ser possível ter estas sem ter aquela. E sobretudo penso que a importância da humildade enquanto virtude decorre linearmente da importância do orgulho enquanto pecado. Desse orgulho que penso mesmo ser, ele sim, o pecado original, o pecado que nos fez e faz sempre querer comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, para sermos iguais a Deus.
Se em quatro anos na blogosfera houve alguma coisa que escrevi e com que ainda me identifico, apesar de me parecer ser estranha a mim, quem sabe se inspirada pelo Paráclito, foi precisamente a minha Epístola do Orgulho e que me orgulho de aqui reproduzir mais uma vez, já de seguida.
josé
posted by @ 12:26 da tarde   1 comments
salve!
Pois pá, grande frase essa do Chesterton. Não se duvide que muito boa parte da nossa tolerante, simpática e humilde atitude católica se deve à espessura da nossa ignorância teológica. Será sem dúvida nas vossas congregações que se encontram cristãos cujas estantes e mesas de cabeceira, apesar da sola scriptura, rangem sob o peso de resmas de Kierkegaards, Lewis, Barths e outras sapiências ilustres. Nós, católicos e ainda por cima latinos, habituados à suavíssima canga da Santa Madre Igreja que nos orienta e nos guia, sem olharmos sequer para o caminho à frente e muito menos para o caminho atrás, nós podemos dar-nos a esse luxo tremendo e asiático que é a humildade. Para vocês, coitados, que renasceram por se terem olhado face a face com os olhos Dele, ficou como sempre a parte mais difícil, aquela que vos obriga à arrogância e fundamentalismo (Tiago dixit), contrariando até a vossa evidente inclinação natural para a doçura e complacência. Hoje, como todos os dias, dou graças a Deus por vocês existirem.
josé
posted by @ 11:49 da manhã   1 comments
domingo, novembro 18, 2007
E já agora
Porque Roma não é só salamaleques, um católico menos mansinho que dizia coisas como esta (e que nós, protestantes hiper-patéticos, gostamos sempre):

"A imparcialidade é um nome pomposo para a indiferença, que é um nome elegante para a ignorância".



Ches-ches-chesterton!

Tiago Cavaco
posted by @ 8:13 da tarde   5 comments
Humildade e Fé II
Quando os católicos aqui chegam, construindo a sua fé sobre as suas dúvidas, em tosses convulsas de humildade, como bestas que arquejam sob o Espírito, é só palminhas.
Graças a Deus que sou evangélico, conservador, fundamentalista e, dizem, arrogante.

Tiago Cavaco
posted by @ 7:53 da tarde   7 comments
Humildade e Fé
“The most incomprehensible thing about the universe is that it is comprehensible”
Albert Einstein


Meditar no que se lê leva a aplicá-lo a si, confrontando-o consigo mesmo. Aqui, oferece-se outro livro aberto: o da vida. Passa-se dos pensamentos à realidade. Segundo a medida da humildade e da fé, descobrem-se nela os movimentos que agitam o coração e é possível compreendê-los. Trata-se de estabelecer a verdade para chegar à luz: Senhor que quereis que eu faça?
Parágrafo 2706 do Catecismo da Igreja Católica

Verifica-se ultimamente por aqui uma tensão constante;
- Por um lado a suspeita ofensiva à religião, com que vêm armados os ateus que passam – interesse já de si curioso – afirmativos na superioridade do saber chamado científico. Como se de uma fé substituta se tratasse.
- Por outro – lamento, mas nisso os colegas protestantes são exímios – a afirmação peremptória com que do lado cristão se responde aos ataques. No fundo denunciando que jogam à defesa, as grandes afirmações normalmente são isso.

Confesso, repito... gostava de me mover só pela humildade e fé.
Tenho muita fé na dúvida! Acho que a fé constrói-se sobre as dúvidas…
Creio mesmo que são elas que alimentam a verdadeira fé, tal como creio, que são as dúvidas que alimentam a ciência honesta (não a que se arroga certeza).
Confesso que não passo de uma besta, uma besta que arqueja sob Espírito, aceso por uma única certeza, que o Pai existe e nos ama.
Por essa mesma certeza sei que a Sua Criação é inteligível, como se o universo inteiro nos convidasse a penetrar nos segredos.
Para além desta “certeza” em qual confio, só só tenho dúvidas...
cbs
posted by @ 1:57 da manhã   4 comments
sábado, novembro 17, 2007
Respect
Um nota desportiva para os que valorizam as “genealogias” (I Timóteo 1:4).
Cristiano Ronaldo e companhia irão hoje defrontar a mais antiga nação cristã. De facto, os arménios converteram-se, por decreto do rei, em 301, quando Constantino ainda não tinha dado liberdade de culto aos cristãos (313) nem Teodósio transformado o Cristianismo na religião de Roma (392). Portanto, quando festejarem os nossos golos (muitos, espera-se) façam-no com respeitosa contenção. Estes “irmão separados” podem perceber pouco de futebol mas têm mais tradição numa perna do que os lusos nas duas.

Pedro Leal
posted by @ 8:28 da manhã   6 comments
Fé e Ciência 3
Não há racionalidade onde não se encontrem vestígios de fé.
Não há sobretudo fé que não esteja cercada de uma franja de racionalidade… são tendências e não coisas feitas.
Toda a fé concreta tem misturada alguma razão, como toda a racionalidade é penetrada pela fé.
A razão tem ainda mais necessidade da fé do que esta da razão, porque trabalhar a matéria bruta supõe já no animal homo um grau superior de organização, ao qual ele só se pôde elevar nas asas de uma fé… a fé na inteligibilidade da matéria.
cbs
posted by @ 1:07 da manhã   4 comments
quinta-feira, novembro 15, 2007
Fé e Ciência 2
Muito embora a fé esteja acima da razão, nunca pode haver verdadeiro desacordo entre ambas: o mesmo Deus, que revela os mistérios e anuncia a fé, acendeu no espírito humano a luz da razão.
Deus não pode negar-Se a Si próprio, nem a verdade pode jamais contradizer a verdade.
É por isso que a busca metódica, em todos os domínios do saber, se for conduzida de modo verdadeiramente científico e segundo as normas da moral, jamais estará em oposição à fé: as realidades profanas e as da fé encontram a sua origem num só e mesmo Deus.
Mais ainda: aquele que se esforça, com perseverança e humildade, por penetrar no segredo das coisas, é como que conduzido pela mão de Deus, que sustenta todos os seres e faz que eles sejam o que são, mesmo que não tenha consciência disso.
Parágrafo 159 do Catecismo da Igreja Católica (1993)

MikeKenna imagem
cbs
posted by @ 11:07 da tarde   63 comments
vanitas
Fieis depositários do legado de Hipócrates, por dever de ofício, os médicos portugueses encarnam agora Antígona, por dever de consciência. Instados pelo presidente da comissão liquidatária do Serviço Nacional de Saúde, o ministro Correia de Campos, na sequência de um parecer da Procuradoria Geral da República que ordenava a “reposição da legalidade” no seu Código Deontológico, a Ordem dos Médicos responde como Antígona a Creonte: não! Não se obedece à lei humana se ela contraria a lei divina. É este o princípio basilar da objecção de consciência.

Claro que a individualização da vontade e da liberdade de que a consciência é corolário é um corpo estranho na doutrina jacobina que nos governa. Estes novos democratas republicanos (no pior sentido da expressão), estes homens de avental na cintura e esquadro nas patas, pretendem alterar e uniformizar por leis e decretos a consciência da populaça ignara. É um velho desígnio republicano: educar e modernizar. No fundo, partem do mesmo prisma que deu origem a Hitler, Mussolini e Estaline – a visão de uma sociedade agostiniana, homogénea, compassada, onde a cúpula, na forma do Estado moderno, dita a uniformização de pensamento e de comportamentos. Na versão do PS de Sócrates, isto significa tecnologia para os olhos e clonagem politicamente correcta. Sempre através da positivação da lei, transformada em ideologia do partido do poder (neste sentido é significativa a frase do bacharel quando referiu anteontem que «o PS está há dois anos no Governo e agora preside à Comissão Europeia»). Copia-se acefalamente o que se fez no estrangeiro (mas, por vezes, até de uma forma natural) há séculos e não se tem em conta a diversidade de ritmos, hábitos, tradições e idiossincrasia dos povos. Ou seja, a liberdade.

As leis jacobinas (na verdade, o pacote de leis do jacobinismo neo-liberal que se vai criando até 2010, ano do centenário da República) visam modificar à força os costumes da sociedade. É o aborto, é a retirada dos crucifixos das escolas e hospitais, são os códigos de ética das profissões (jornalistas e médicos, para já), é a proibição fascista do tabaco, são os “temas fracturantes” tão ao gosto das asquerosas juventudes partidárias – a seguir vem o casamento e adopção de crianças entre e por gays ou mesmo por fufas e paneleiros. Tudo o que vise "modernizar" as instituições decadentes como a Igreja e a família. É o progresso humanista no seu melhor, a utopia positivista no século XXI, desta vez sem a desculpa da ignorância. É a vanitas. E nós sabemos onde isto vai dar.

Carlos Cunha
posted by @ 3:56 da tarde   27 comments
quarta-feira, novembro 14, 2007
Não existem meras coincidências
Dado o teor dos últimos commentários, achei muito Providencial receber hoje o seguinte artigo de um colega.
-Scott (raios! esqueço-me sempre de assinar... desculpem lá)

A Reader's Digest version of why I am a Christian.
Stan Guthrie posted 11/13/2007 08:33AM


Let's face it: Atheism is in. Not since Nietzsche have disbelievers enjoyed such a ready public reception to their godless message—and such near-miraculous royalties. But even that hasn't put them in a good mood. Snaps Christopher Hitchens, who wrote God Is Not Great: How Religion Poisons Everything (although not, presumably, the pronouncements of atheists), "Many of the teachings of Christianity are, as well as being incredible and mythical, immoral." A feuding Richard Dawkins suggests that believers "just shut up." Apparently, they didn't get the tolerance memo.

Other authors—including Douglas Wilson and Francis Collins—have quite capably refuted the new atheist shtick. But remembering Bertrand Russell's famous essay, "Why I Am Not a Christian," here is a Reader's Digest version of why I am.

Creation: The universe, far from being a howling wasteland indifferent to our existence, appears to be finely tuned through its estimated 13.7 billion years of existence to support life on this planet. Tinker with any one of scores of fundamental physical laws or the initial conditions of the universe—such as gravity or the cosmological constant—and we would not be here. As physicist Paul Davies has admitted, "I have come to believe more and more strongly that the physical universe is put together with an ingenuity so astonishing that I cannot accept it merely as a brute fact."

Beauty: Beethoven's Ninth, a snowflake, the sweet smell of a baby who has been sleeping, and a sunset beyond the dunes of Lake Michigan all point to a magnificent and loving Creator. And isn't it interesting that we have the capacity—unlike mere animals—to gape in awe, to be brought to tears, before them? Truly did David say, "What is man, that you are mindful of him?"

New Testament reliability: Compared with the handful of existing copies of seminal ancient works such as Homer's Iliad, the New Testament's provenance is far better attested. There are thousands of NT manuscripts in existence, some made within mere decades of the events they report. Scholar F. F. Bruce said, "The historicity of Christ is as axiomatic for an unbiased historian as the historicity of Julius Caesar."

Scripture: Unlike other religious texts, the Bible gives us the good, the bad, and the ugly of its heroes: Abraham, Jacob, David, and Peter among them. Further, Scripture's message rings true. It has been said that human depravity is the only religious doctrine empirically verified on a daily basis. And the Bible's gracious solution to our predicament, Christ's atoning death on the Cross, uniquely emphasizes what God has done, not what we must do, for our rescue.

Jesus: Christ's life and teachings are unparalleled in world history, as any Hindu, Buddhist, Muslim—or atheist—worth his salt will admit. Napoleon reportedly said, "I know men, and I tell you that Jesus Christ is not a man. Superficial minds see a resemblance between Christ and the founders of empires and the gods of other religions. That resemblance does not exist. There is between Christianity and whatever other religions the distance of infinity."

The trilemma: C.S. Lewis, commenting on Christ's claim to divinity, said: "You can shut him up for a fool, you can spit at him and kill him as a demon; or you can fall at his feet and call him Lord and God. But let us not come with any patronising nonsense about his being a great human teacher. He has not left that open to us. He did not intend to."

Resurrection: After the crucifixion, Jesus' tomb was found empty. His formerly despondent disciples then turned the Roman world upside down with the message that Christ had conquered death. And they were willing to die for it. The best explanation, according to N. T. Wright and other scholars, is that Christ rose from the dead.

Progress: Despite some horrific incidents perpetrated in the name of Christ, freedom and prosperity generally have followed Christianity. Sociologist Rodney Stark said, "The success of the West, including the rise of science, rested entirely on religious foundations, and the people who brought it about were devout Christians."

Testimonies: While many Christians have behaved badly, Christ specializes in turning sinners around. What other faith can boast of a Chuck Colson? A John Newton? A William Wilberforce? Then there are the innumerable soup kitchens, universities, hospitals, and orphanages founded to the glory of Christ. While many atheists are moral, how many such institutions has the atheistic ideal—uncoerced by Communism, which is itself a perversion of Christianity—produced?

My experience: Finally, as a forgiven sinner, I testify to an imperfect yet growing sense of God's peace, presence, and provision since receiving Christ more than a quarter-century ago. Despite occasional setbacks, my faith has deepened and strengthened, whatever life brings.

And that includes the angry rantings of atheists.

Copyright © 2007 Christianity Today
posted by @ 10:48 da manhã   14 comments
A Evolução é Estúpida.


Começou na superstição dos sumérios antigos, sobre homens que perderam as suas escamas, e passaram a caminhar sobre as barbatanas, e depois evoluiu para os pré-socráticos, que traçavam a sua filiologia até às praias de Ílion, e mutou-se, moderna e pós-modernamente, para o complexo de Charles Darwin, que chumbou no seminário, e jurou vingança ao Cristianismo, havendo os tentilhões de bico grosso das ilhas sul-americanas onde foi chorar, por testemunhas.

Nuno Fonseca
posted by @ 1:03 da manhã   31 comments
terça-feira, novembro 13, 2007
A Virgem e o Menino
A Virgem e o Menino
Clique para Aumentar

Paulo Ribeiro
posted by @ 6:04 da tarde   1 comments
segunda-feira, novembro 12, 2007
Cabeças
Bom amigo João, se chamas "pensar por ti mesmo" a um cristianismo que selectivamente escolhe as partes credíveis da Bíblia consoante as conveniências contemporâneas então espero nunca pensar por mim mesmo. "A Bíblia está por demais valorizada" escreves, por oposição a? Ao esclarecimento que te coube em sorte por retirares as lições certas de dois mil anos de asneiras de crentes subjugados por esta sobrevalorização, presumo.
Deixa-me dizer-te com amizade que nós, os iludidos pelo Deus fratricida do Velho Testamento, os manipulados pela misoginia despótica do Apóstolo Paulo, estamos efectivamente mais livres. Livres da opressora liberdade de "pensar pelas nossas próprias cabeças".

Tiago Cavaco
posted by @ 11:09 da tarde   39 comments
Para não me perder.
Citando “Nietzsche”“… O homem crente é necessariamente um homem dependente… ele
não pertence a si mesmo, mas ao autor da ideia em que ele acredita. …”


Embora eu esteja bastante inclinado a descontar o comentário pouco deliberado em que se encontra a citação acima, não posso deixar de referir à verdade absoluta que se encontra nela. Nietzsche acertou em cheio e o nosso querido "anónonimo" acaba por sublinhar a tese do Tiago e citado pelo cbs (eh eh).

Depender de Deus (ou não) é o tema principal da história que se relata nos primeiros capítulos de Génesis. O "endeusamento" de si próprio separa o homem de Deus de tal forma que, sim, tem independência de Deus... mas daí? Vejo bem o que o homem faz com a dita liberdade. Cá para mim, prefiro ser "escravo" do meu criador do que o criado (mesmo que bem pago) dos vícios e desejos que nos desumanizam e que obviamente não podemos nem queremos, na nossa liberdade, extinguir. Se isto faz de mim um "fracote," assumo. Sou fraco mas pretendo ser mais. Bob Dylan nos avisa: "You gotta serve somebody," mas muito antes alguém mais conceituado disse:

Há uma coisa que é preciso que saibas: é que nos últimos tempos da história deste mundo hão-de vir grandes dificuldades. Haverá gente amante de si própria, tendo a paixão da avareza, pessoas presunçosas e arrogantes, falando mal de Deus, desobedientes aos seus pais, sem sentimentos de gratidão, sem consideração pelas coisas espirituais, o sem ter sequer aquela afeição que existe naturalmente nos seres humanos, incapazes de se reconciliarem com os adversários, caluniadores, incapazes de dominar os instintos, cruéis, inimigos do bem, traidores, obstinados, orgulhosos, deixando que os deleites tomem, no seu íntimo, o lugar que Deus queria ocupar. Serão capazes de manter uma aparência de religião, mas sem acreditar na sua força. Afasta-te deles. (Paulo na sua "segunda" carta ao Timóteo, capítulo 3, 1-5 segundo Erasmus)

Pena é Neitzsche acertar na verdade sem a compreender. Escolho livremente... escolho Deus.

-Scott

posted by @ 10:01 da manhã   5 comments
Apelo à Apologética.
Permitam os meus manos amados que discorde, mas o cristão nada teme: nem o 'vale da sombra da morte', nem o ateu, tão anónimo num blogue como no Livro da Vida. Pois sob o Espírito da Verdade, ouvida de lábios humildes perante Deus, quem sabe se esse pecador não dobrará o joelho, e confessará que Jesus é o SENHOR?

A Palavra é espada de dois gumes: um salva, edifica, santifica; e o outro, julga, submete, condena -- e qual das lâminas o caído provará, depende somente dele, se vem sob fé, procurando um Salvador, ou sob má-fé, expor a sua própria iniquidade, e obviar-nos o porquê de a nós pertencer a Vida Eterna, e a este o Lago de Fogo. Sim, a Bíblia é a Luz, que ora ilumina o caminho para a Salvação, ora alumia e mostra o vácuo na alma do descrente.

Que, perante o Juiz de todos nós, estes incrédulos não nos mencionem quando, no seu alibí desesperado, declarem: 'Fui a um blogue mantido por filhos Teus, e eles desdenharam-me, e não me mostraram a Tua Escritura, nem me avisaram que caminhava na vereda que é certa ao homem, mas que leva às vias do condenamento'.

Não.

A Escritura é a maior arma conhecida pelo homem, e somos testemunhas do Seu poder. Perserverando na Palavra, sei por experiência que nenhum homem pode contra Ela, e desafio quem quer que seja que duvide do Evangelho, a provar que ele não é senão infalível, invencível, irrefutável. Todos tragarão o pó apologético, caso discordem. Ou serão salvos, se aceitarem a Graça de Cristo, que nos disse:

'Porque Eu vos darei uma boca de sabedoria, a que não poderão resistir nem contradizer todos quantos se vos opuserem' (Lucas 21:15).

Ámen.

Aleluia.

Glória ao nome do SENHOR.

Nuno Fonseca
posted by @ 12:00 da manhã   25 comments
domingo, novembro 11, 2007
Nós cremos
A fé é um acto pessoal: resposta livre do homem à proposta de Deus que Se revela. Mas não é um acto isolado. Ninguém acredita só, como ninguém vive só. Ninguém se deu a fé a si mesmo, como ninguém a si mesmo deu a vida. Foi de outrem que o crente recebeu a fé; a outrem a deve transmitir. O nosso amor a Jesus e aos homens impele-nos a falar aos outros, da nossa fé. Cada crente é, assim, um elo na grande cadeia dos crentes. Não posso crer sem ser motivado pela fé dos outros, e pela minha fé contribuo também para guiar os outros na fé.
Parágrafo 166 do Catecismo da Igreja Católica (1993)


CornelisMonsma, Who Touched Me?
cbs

posted by @ 4:27 da tarde   7 comments
sábado, novembro 10, 2007
Esclarecimento
Ó CBS, o Trento na Língua foi criado para ser um Fight Club com aprovação divina. Mas essa de andares em conversinhas com ateus militantes está claramente fora de âmbito. Uma coisa é porrada (Deus não tem problema com isso, asseguro-te), outra é luta na lama.
A humildade para debater com esses é uma fraude, pá. O nosso negócio é mesmo a superioridade de sobre eles termos razão (o tal logos que os excita) e, quando muito, os incluirmos nas nossas orações. Por uma questão de misericórdia cristã.

Tiago Cavaco
posted by @ 4:13 da tarde   30 comments
Reflexões sobre a Fé e a Ciência
O gentil censor anónimo que dá pela graça de Demo, deixou-me a pensar sobre "embustes da religião". Cá está um tema que me motiva :)
Quero deixar claro desde já que reconheço evidente o valor da Ciência e, menos evidente, o valor da Fé. Contudo, evidência não significa valor, apenas visibilidade e esta é muitas vezes só aparência.
Direi também que, tanto em questões de Fé como nas da Ciência me parece essencial a humildade. Repito: humildade

Ao contrário de muitos colegas de vida, sempre me pareceu a que a Ciência pode bem aproximar de Deus. O conhecimento científico superficial poderá afastar, mas os que sabem muito, poderão mesmo ver na Criação um grande atractor para o Criador.
Entre vários fenómenos científicos que me impressionaram, um relaciona-se com a teoria matemática do Cálculo de Probabilidades.
Se eu lançar cem vezes uma moeda ao ar, 54% das vezes cai uma face, 46% cai a outra, por exemplo;
Se lançar mil vezes, os dois valores aproximar-se-ão mais ainda;
Se lançar dez mil vezes tornam-se praticamente iguais.
Porquê? ninguém explica…
Cem lançamentos, mil, dez mil, e o acaso deixa de o ser, os valores tornam-se idênticos, rigorosamente… pergunto-me onde residiu a memória disto, porquê, uns após outros, os lançamentos resultam metade para cada lado, como se soubessem dos anteriores?
Não estou a pretender que é Deus, nem lá perto, até porque distingo o Criador da criação.
Digo apenas que, por vezes, me parece que o Universo quase pede para ser inteligido, quase nos puxa pelo braço para que o compreendamos.
Se não me engano, esta teoria apareceu por causa dos jogos e na altura puseram-se questões assim. Depois, a Filosofia ficou para trás e passou-se rapidamente para o experimentalismo prático porque aí, o conhecer torna-se mais fácil, menos complexo, mais factual.
No entanto as questões profundas ficaram, permanecem…
Parece-me que se passou o mesmo com a generalidade do saber científico durante o século XX. A praxis ultrapassou a filosofia, mas é lá que residem as perguntas essenciais (inúteis na prática); no fim acabou mesmo por substituí-la, declarando-se “filosofia positiva”.

Ora toda esta conversa do Demo, foi-me sugerida pelos comentários do próprio...
E porque sorria eu da ironia com que referiu “a «miserabilidade» do Homem “acreditar” em Deus” e “o «endeusamento» que o Homem faz do embuste que é a religião”?
Pois. E se fizermos mais uma transformaçãozita nas orações?
- “a «miserabilidade» do Homem “acreditar” na Ciência
- “o «endeusamento» que o Homem faz do embuste que é Positivismo

Porque o cientista, caro Demo, é também um fidéista que acredita piamente no mundo ser inteligível; e acredita que tem na tola a máquina de “inteligere”.
Claro que o amigo dirá que ao contrário da Religião, a Ciência é “algo de real, algo provado, algo que existe e com provas dadas”, e também algo que usamos…
É verdade, mas não sabemos tudo e o facto de ser utilizável não significa que seja verdadeiro em sentido absoluto, significa apenas que nunca antes falhou essa relação fenomenal... repito, antes. Quando um dia falhar como acontece, o cientista vai acreditar, repito, acreditar… que o impasse será ultrapassado: fides!

Vais outro exemplo?
“Durante os últimos trinta anos da sua vida, Albert Einstein tentou implacavelmente encontrar a Teoria Unificada do Campo – uma teoria capaz de descrever as forças da Natureza dentro de um formalismo único, coerente e englobador. Einstein não foi motivado pelas coisas que vulgarmente associamos aos empreendimentos científicos, tais como tentar explicar este ou aquele aspecto de alguns dados experimentais. Pelo contrário, ele foi guiado por uma crença ardente de que o conhecimento mais profundo do Universo iria revelar a sua mais verdadeira maravilha: a simplicidade e o poder dos princípios em que é baseado. Einstein queria explicar a forma de funcionar do Universo com uma clareza nunca alcançada, permitindo-nos a todos nós contemplar respeitosamente toda a sua beleza pura e elegância.
Mas Einstein nunca concretizou o seu sonho…”
in Brian Greene, O Universo Elegante, Gradiva 2000

Essa teoria unificadora única, capaz de descrever todos os fenómenos físicos, crê-se ser a hoje famosa – mas para muitos físicos, ainda incrível! – Teoria das Super Cordas.
Mas o ponto aqui é este: no século XX, em função dos avanços técnicos, e das aplicações resultantes do método científico, o Homem passou a acreditar mais na ciência e no dinheiro, os novos ídolos. Acredita no que se vê (provas segundo o Demo).
E um segundo ponto é o seguinte: o Homem é sempre movido por algum tipo de fé e a Ciência não passa também de um fideísmo.
Procura-se sempre resolver a questão de fundo: que fazemos aqui se não houver uma finalidade?
Daí a fé caro Demo, até a tua… apesar de uma fé menor…prática, mas filosóficamente um pequeno embuste.
cbs
posted by @ 1:17 da manhã   9 comments
quinta-feira, novembro 08, 2007

Clique para aumentar

Paulo Ribeiro
posted by @ 2:11 da manhã   0 comments
Esta é a base
weep for the wiping of Grace (Carol Bomer)

A base da fé cristã assenta na «miserabilidade» do Homem sem Deus.
O pecado original é o «endeusamento» que o Homem faz de si próprio.
A declaração da sua auto-suficiência.
Em Deus, e só em Deus, está toda a virtude (seja ela qual for).
Ele é a origem de todo o Bem.
É necessário que Ele cresça e que nós diminuamos para encontrarmos a verdadeira humanidade.
Tiago Oliveira

Há comentários que deviam ser “posts”.
Este apanhou-me desprevenido, porque estava distraído a discutir “virtudes” e... fui confrontado pela evidência que nos acompanha sempre, aqui mesmo ao nosso lado, unha com carne.
cbs
posted by @ 12:07 da manhã   16 comments
quarta-feira, novembro 07, 2007
Sobre o ouro
Tiago, com o tempo que tenho, só tu me fazias ler e comentar um texto deste tamanho em inglês… Mas valeu a pena. Como tu dizes, há ouro por ali. Duas ou três notas, por agora, que o resto fica em digestão para nutrir futuros posts.
Sim, é importante perceber que o movimento evangélico é transversal às igrejas. Um pouco como o pentostalismo, nascido entre evangélicos e estendido a toda a Cristantandade (ocidental, pelo menos).
Evangelicalism is characterized by the born-again experience and a high regard for the Bible. These traits have made Evangelicalism essentially anti-formal. What matters is one’s personal relationship with Jesus instead of belonging to the church.
Isto implica que para além dos crentes das igrejas denominadas evangélicas existam presbiterianos. anglicanos, metodistas que também são evangélicos. Se algumas igrejas denominadas evangélicas eventualmente perderem o norte (“Evangelicals seem to have reduced sin to dysfunction. In this context, Jesus is not the savior from the curse of the law, but a life coach who leads us to a better self, better marriages, and happier kids”) há operacionais espalhados por outras denominações. Esta comunhão inter-denominacional é uma das principais forças do movimento.
When Evangelicals strove to put together a movement of conservative Protestants around 1950, they were clearly in opposition to liberal Protestantism, secularism, and Roman Catholicism.
The only enemy of those three that remains is secularism. This could be a sign of growing ecumenism among Evangelicals. I take it instead as an indication of theological confusion and the triumph of an impoverished view of tolerance
.”
Não sou negacionista. Nem fico admirado com fascínios alheios. Reconheço a atracção forte que, conforme o vento histórico, o “open mind” do liberalismo Protestante e o conforto do ritual e da tradição católica ou ortodoxa produzem (mas quem causa mais baixas é mesmo o secularismo). A história, no Cristianismo, nunca foi uma recta em contínua ascensão. Os altos e baixos sucedem-se, resta ao cristão não cavalgar a onda (repara no tom semi-desolado, paradoxal quando os evangélicos são o grupo religioso com maior crescimento mundial. Outra característica nossa: a essência vale mais que a quantidade). No fundo, trata-se de resistir ao canto da sereia das auto-estradas e permanecer no caminho estreito e difícil (cá está outra casmurrice evangélica). É isso: quanto à doutrina sou forreta, não pago portagens.
Só mais uma coisa. Para que esta análise possa ser transposta para o panorama luso é necessário caldeá-la com a realidade evangélica brasileira que sempre teve influência sobre nós. Aí temos, para além do já observado nos EUA, particularidades relevantes: o meio maioritariamente católico, o crescimento exponencial (os evangélicos tornaram-se em poucos anos 20 a 30 por cento da população), e a apropriação da superstição romana pelos pastores milagreiros tipo IURD.

Pedro Leal
posted by @ 11:50 da tarde   2 comments
O estado dos evangélicos
Este artigo é ouro. O estado dos evangélicos. Obrigatório ler. Seis reputados evangélicos respondem.

Sobre quem são os evangélicos:

"While Evangelicals are found among the many Protestant traditions, not all believing Protestants are Evangelicals. In this sense, Evangelicalism is a trans-denominational movement".

"It is a movement with sources in the Protestant Reformation, yet augmented or even radically altered by pietism and revivalism" e "conversion and evangelization seem to be the uniting factors".

O que distingue os evangélicos dos outros:

"Evangelicals have tended to incline to what spiritual writers call the “active life,” as distinct from the “contemplative life”" e "It is clear that the Body of Christ, to be fully obedient, needs both Martha and Mary. Evangelicals have usually been most naturally sympathetic to Martha".

E agora para o Pedro Leal, muito admirado com o actual fascínio de muitos evangélicos pela Igreja Católica:

"Recently many Reformed as well as Evangelical intellectuals have found themselves theologically and liturgically more at home in Catholic churches".

E porquê:

"In defining itself against liberal Protestants on the one hand and Roman Catholics on the other, much of Evangelicalism has become seriously deficient of ecclesiology and of the Great Tradition in general. To some extent, this situation has led to the contemporary decay of the movement".

Por isso:

"One can now find Baptists and other Evangelicals beginning to borrow Anglican liturgy and Catholic guides to the life of prayer, both of which in our parents’ generation would have been unthinkable".

E chega mesmo a haver esta pergunta: "What would you say to an Evangelical tempted to become Catholic or Orthodox?".

E por fim:

"I certainly appreciate the frustration that many Evangelicals have with the movement’s informality and lack of substance" e "Starved for mystery, transcendence, maturity, order, theological richness, liturgy, and history, many young Evangelicals are discovering Reformation Christianity. Yet for some, it is only a rest stop on the way to Rome or Orthodoxy".

Ouro, eu disse ouro. Mas fiquem descansados: uma vez Baptista, Baptista para sempre.

Tiago Cavaco
posted by @ 8:22 da manhã   19 comments
terça-feira, novembro 06, 2007
UPA, UPA, puxadote
Cara Beguina, tu que és a suavíssima pastora deste concílio, conseguiste agora surpreender-me. Neste concílio de católicos encanecidos e protestantes exaltados, tu tens sido sempre uma voz de doçura e paz. E agora, não consigo calá-lo, vens a terreiro com um grito à Mullah Omar, dando uma aura de guerra santa àquilo que foi uma revolta política, social, anti-colonial, o que lhe quiseres chamar, tudo menos aquilo em que nos pretendes fazer acreditar.
É certo que o Deus dos Exércitos é para mim um conceito antipático, que tem sobretudo dado imenso jeito aos Césares e aos pretendentes a César deste mundo, mas eu nem vou por aí. Vou antes pela incorrecção formal, para não dizer outra coisa, daquilo que tu escreveste.
Ao revindicares a origem religiosa protestante do movimento independentista estás logo a esquecer o muito respeitável mas questionável Cónego Manuel Joaquim Mendes das Neves, que foi quem deu mais do que o amen inicial para aquilo tudo. Estás também a não querer perceber que as bençãos evangélicas e pentecostais, garantido invulnerabilidades mitológicas aos guerreiros da UPA, foram sobretudo um incentivo pagão e xamanista à coragem e à crueldade da matança. Estás também a não querer discernir a mãozinha americana que já no Congo, no Zaire, no Gabão, no Senegal, tinha usado sabiamente o zelo missionário dos pastores para ajudar a desmantelar os velhos impérios coloniais europeus e católicos. Aliás e como tu até referes, na África Oriental, dominada pelos ingleses protestantes, a coisa já piou mais fininho e foi certamente por isso que em Moçambique, vizinho da Rodésia e da África do Sul, os vossos pastores estiveram sempre mais virados para os domínios espirituais.
Mesmo a comparação romântica que fazes com a revolta dos Anabaptistas, confirmando-me ainda assim a ideia que tinha da vossa origem espiritual, parece-me algo exorbitante. Primeiro porque, como sabes, o vosso Lutero bem tentou combater e conter os "profetas" de Zwickau e depois, porque a ideia de pôr no mesmo patamar um Thomas Muentzer e aquele gélido carniceiro do Mateus Lelo é algo de inaudito, digo eu.
E depois, francamente, aquela insistência em que o Evangelho é perigoso, neste sentido que agora invocas, é algo que me preocupa. Sinceramente, eu continuo a acreditar que o Evangelho é infinitamente menos perigoso do que o Alcorão.
Mas eu sou um tipo que tem pretensões a perceber as razões dos outros e pus-me a pensar sobre o que te fez escrever isto. Talvez que o vosso antagonismo histórico e recíproco ao bentíssimo Salazar explique a simpatia que tiveram e ainda tem pela revolta do povo angolano contra o vetusto e católico Portugal. Ou talvez, minha cara Beguina, tu sejas angolana e seja então um legítimo e belo patriotismo que te impeliu a esta invocação. Se assim fôr, então tudo bem mas combinamos os dois uma coisa: tu não falas da invulnerabilidade às balas, garantida pelos pastores, e eu não falo do milagre de Ourique.
Que a paz de Cristo, essa sim, permaneça em nós.
josé
posted by @ 11:54 da manhã   12 comments
segunda-feira, novembro 05, 2007
Reclamação
Cbs, reclamante não é sinónimo de protestante. Os arquivos do Trento na Língua explicam: aqui, aqui e aqui.

Pedro Leal
posted by @ 10:30 da tarde   1 comments
Então, pergunto eu, ignorante;
A quem cabe, na vossa leitura, irmãos reclamantes, assumir o dom de Jesus aos apóstolos - "Como o Pai Me enviou, assim Eu vos envio"?
Quem pode hoje "desligar e reter os pecados"?
cbs
posted by @ 4:17 da tarde   2 comments
O perigo do evangelho



Às terças-feiras dá um comentário fantástico na RTP 1, sobre a guerra em Angola, onde se percebe o quanto o protestantismo despoletou a necessidade de independência e liberdade. Cru e nú.
Os líderes revoltosos tinham a certeza de que as balas brancas não tinham poder contra eles, gritavam como Gedeão, cantavam hinos da igreja, os pastores apoiavam e enfrentavam de peito nu e catanas as armas portuguesas. Feio e brutal. A guerra segue durante anos.
Em Portugal ouvi alguns pastores que tinham lá ido em missão, interrogarem-se como é que um país onde o protestantimos estava tão arraigado (muito mais do que em Moçambique) se podia ter envolvido em lutas tão sangrentas? Inocência e candura.
Sempre que o evangelho chega, a liberdade passa a ser uma necessidade. Foi assim com a revolta dos camponeses (Bauernaufstand), é assim em muitos países do terceiro mundo onde surgem teologias da libertação e guerras que lutam contra a injustiça. Não é bonito, mas o evangelho é algo muito perigoso.
posted by @ 2:23 da tarde   10 comments
domingo, novembro 04, 2007
Do perdão? o dom de Jesus ressuscitado
Na tarde desse mesmo dia, o primeiro da semana, estando fechadas todas as portas do local onde se encontravam os discípulos, por medo dos judeus, Jesus veio e pôs-Se no meio deles.
E disse-lhes: “A paz esteja convosco!”
Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e o lado.
Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor.
Disse-lhes de novo:"A paz esteja convosco! Como o Pai Me enviou, assim Eu vos envio".
Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo.
Àqueles a quem desligardes os pecados, ser-lhe-ão desligados.
Àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”
(Jo 20. 19-23)

cbs

posted by @ 7:17 da tarde   24 comments
sexta-feira, novembro 02, 2007
Investimentos que valem a pena


Porque vale a pena reflectir sobre as origens da moral cristã.
Porque vale a pena recuperar a "Sola Gracia".
Porque vale a pena acabar com as indulgências modernas.

"Não deixa de ser uma grande ironia na história da Igreja que, apesar de a ética do Novo Testamento divergir tanto dos valores estoicos, a vida virtuosa tenha se tornado - e ainda esteja - tão arraigada no Cristianismo ocidental ou latino". James Houston

Tiago Oliveira
posted by @ 1:28 da tarde   9 comments
quinta-feira, novembro 01, 2007
Aniversário
O José faz bem em comemorar. Este blogue é para mim grande bênção. Viva o Trento!

Tiago Cavaco
posted by @ 11:37 da tarde   3 comments
todos os santos

Hoje, a Igreja Católica celebra a festa daqueles que se comprometeram com Deus Pai, com o Seu Reino de Bondade, de Justiça e de Amor, e, em nome Jesus Cristo, se comprometeram, também de maneira radical, com os seus semelhantes. Por isso, nesta festa, todo o Povo Cristão é convidado a entrar em comunhão com Deus e com todo o Homem de boa vontade. Como Jesus de Nazaré, somos convidados a fazer de nossa vida uma Eucaristia, uma oferenda viva. Na Igreja antiga, os santos eram entregues às chamas, às feras, às torturas cruéis. Hoje, também milhares de justos são entregues à morte, são torturados pela fome, pelo desemprego, pela doença, e silenciados pela repressão, pela intimidação, pelas ameaças de morte dos que se julgam senhores deste mundo. Mas é nas entranhas dos que sofrem, dos aflitos, dos esquecidos, que germinam, nascem e dão fruto, as sementes do Evangelho de Jesus Cristo. Desta maneira, a festa de hoje é também, de certo modo, a festa dos justos dos nossos dias, essa numerosa multidão cujo testemunho vivo é fonte perene de renovação para a Igreja.
(do Evangelho Quotidiano)



E assim, graças ao promíscuo concubinato entre a Igreja Católica e o Estados, pagãos, infiéis e hereges (por ordem crescente de gravidade ofensa ao Espírito Santo) gozam um dia feriado.

Carlos Cunha
posted by @ 4:00 da tarde   2 comments
Um blogue de protestantes e católicos.
Já escrito
Arquivos
Links
© 2006 your copyright here