domingo, agosto 22, 2010
A experiência
“Pouca ciência afasta-nos de Deus. Muita ciência reconduz-nos a Ele” dizia Louis Pasteur

Os que sabem pouco convencem-se facilmente de que a Ciência pode substituir a Religião. Mas os que sabem muito, e estou a pensar em Einstein ou Max Planck, vêem que quanto mais avançam, mais se aproximam de concepções religiosas.
E o que mais me impressiona é o facto de filósofos e cientistas cada vez se aproximarem mais uns dos outros na terminologia a que recorrem. Desde Galileu que não se via nada assim. Em certo sentido já não existe luta entre o que reza na capela e o que busca no microscópio ou no telescópio. Creio que a capela e o laboratório cada vez se aproximam mais.

O pensamento segundo o qual o Universo é um todo, tem uma unidade, é-nos dado pela Ciência. Quer se trate de um físico, de um biólogo ou de um sociólogo, todos buscam algo que alimente a inteligência. Por isso é que entre materialistas e idealistas, crentes e agnósticos, há sempre uma plataforma comum: a experiência. Henry Bergson dizia isto: “para mim, a Filosofia resume-se neste princípio: a Totalidade existe antes das partes, o Objecto existe antes de termos os meios de o alcançar”

Parece-me a mim, que em certo sentido, a Eternidade existe antes do Tempo, ou dito de outra forma, o Todo existe antes das partes: é o filósofo a inverter os termos da equação!
Por aqui, nasce o fundamento do meu sentimento místico, mas confesso… confesso que a convicção é-me inata; para mim a é a grande Intuição, uma intuição no sentido bergsoniano, isto é, um dado imediato da consciência. Mas creio também, absolutamente, que é um Dom, que vem d'Ele.
cbs

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posted by @ 4:07 da tarde   1 comments
Phainomenon 2
Não passo de um gajo que o tempo deixou apreender alguma coisa, em parte erros certos. Que fique claro: não sou padre, nem cientista, nem filósofo.
Mas, como todos, penso, o que de algum modo me permitiu reconhecer Deus-Pai, e o Humano como irmão; e também aceitar religião e ciência; e igualmente, sintetizar tudo isto em filosofia. Modesta filosofia, contudo, para mim necessária.

O “aparecer no mundo” funda a religião; que se aprofunda pela filosofia; que se específica em ciências. Simétricamente a ciência, na qualidade mais funda, desagua sempre de novo em filosofia; e a filosofia desenvolvendo-se, só pode culminar de novo na religião.
É o que eu penso:
- O aparecer no mundo é o fundamento da religião
- O aparecer no mundo é o mistério último da ciência
- Entre a religião e a ciência paira a filosofia

Pode-se dizer com Kant que “o fenómeno é o que se manifesta do númeno. Este é que é fundamento de tudo”. Mas o que se mostra é o fenómeno! Repetindo o grande filósofo “se eu remover o sujeito pensante, todo o mundo material imediatamente desaparece, porque nada mais é do que uma aparição fenomenal na nossa sensibilidade de sujeitos, uma forma ou espécie de representação” É neste sentido que me permito dizer que o fenómeno é fundamento e mistério. Porque funda a crença de que existe algo mais além do fenómeno, seja a realidade última em si mesma – o númeno inatingível, por definição… kantiana – e como esse algo não se mostra inteiro, fica mistério.
cbs

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posted by @ 3:07 da tarde   2 comments
quarta-feira, agosto 18, 2010
Phainomenon
O aparecer no mundo, a que Immanuel Kant chamou phainomenon, é simultâneamente o fundamento da religião e o mistério último da ciência.
P’lo meio pairam filósofos...
cbs

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posted by @ 8:07 da manhã   29 comments
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