quinta-feira, dezembro 24, 2009
Postal de Natal

O menino nascido em Belém é o cumprimento da promessa de Deus: estávamos perdidos mas o Salvador achou-nos.

Cresceu o menino e, com autoridade divina, prometeu a paz que mundo não pode dar (João14:27), prometeu estar ao nosso lado em todas as circunstâncias (Mateus 28:20), prometeu a certeza da vida eterna com o Pai (João 5:24).

Que neste Natal as melhores prendas não fiquem por abrir.

Pedro Leal

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domingo, dezembro 20, 2009
Da série "Os Mais Belos Contos de Natal"
Aqui, o pastorinho.

timshel
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sábado, dezembro 19, 2009
O facto da evolução
Charles Robert Darwin não foi o primeiro evolucionista. Outros houve antes, como o seu avô Erasmus Darwin ou o famoso francês Jean Baptiste de Lamarck, que defendiam que os organismos se transformam porque certas características que são adquiridas durante a vida do organismo podem ser herdadas pela sua descendência.
Darwin foi influenciado pelo astrónomo John Herchel e o filósofo da ciência William Whewell que discutiram em Cambridge, a meio do século XIX, as condições da Ciência. No método da ciência, para formular uma hipótese é necessário recorrer a um vasto leque de provas, sendo as provas explicadas à luz da hipótese, e a hipótese por sua vez sustentada depois por novas provas. As teorias mais consistentes da história das ciências são aquelas em que, induções feitas a partir de classes de factos completamente diferentes, deram o salto juntas, apoiando-se mutuamente. O exemplo favorito de Herschel e Whewell era o da mecânica de Newton, cujas afirmações principais – designadamente a força de atracção gravitacional – explicam os movimentos dos planetas (as leis de Kepler) e o do movimento de projecteis aqui na Terra (as leis de Galileu), que por sua vez ganham também força com o sucesso das suas explicações.
Expressamente guiado pelo que aprendera com Herschel e Whewell, Darwin recolheu provas em todos os campos da Biologia para defender a sua hipótese. A Biologia foi explicada e a evolução encontrou sustentação:
a) Na Paleontologia: que melhor resposta para a sequencia fóssil, mais ou menos progressiva, que se estende desde as formas extintas até restos de organismos, muito parecidos com os de hoje?
b) Na Biogeografia: como explicar que animais e plantas da mesma tipologia, não estejam espalhados ao acaso pelo planeta, mas mais semelhantes em zonas próximas (como nas Galápagos) e menos semelhantes entre zonas distantes, como as ilhas e o continente?
c) Na Anatomia: de que modo explicaremos os ossos e outras partes do corpo, que apesar de terem funções completamente distintas (o braço humano, a pata do cavalo, a barbatana da foca), revelam semelhanças estruturais inequívocas ("homologias")?
d) Na Sistemática: a constatação de, quase todas as tipologias de organismos, sendo diversas, poderem simultaneamente ser ordenadas, com vários grupos (espécies) nos níveis mais baixos e com cada vez mais grupos inclusivos à medida que subimos de escalão (de espécie para género, e por aí em diante) não sugerirá uma ancestralidade comum?
e) Na Embriologia: A existência de organismos, cujos especímenes adultos, atingindo formas muito diferentes entre si, surgem de embriões perfeitamente idênticos (como os do cão e os do humano) não apontará uma origem evolucionária comum?

E assim prosseguiu a história até a evolução ser vista como um facto para além de qualquer dúvida razoável. Temos “uma grande árvore da vida, que preenche a crosta da Terra com os seus ramos mortos e partidos, e cobre a superfície com as suas sempre belas e contínuas ramificações” (On the Origin of Species 1859)
cbs

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Darwinismo
Quando procuramos compreender o Darwinismo, é conveniente reconhecer três planos de discussão.
a) Temos o facto da evolução: o desenvolvimento através de causas naturais de todos os organismos, a partir de formas muito mais elementares e, porventura, talvez mesmo de substancias não-vivas.
b) Temos o caminho da evolução: em linguagem técnica “filogenia”, significando os percursos que as linhas de evolução seguiram ao longo dos tempos.
c) Temos o mecanismo ou causa da evolução: a força (ou forças) que se encontram por detrás do processo.
cbs

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sexta-feira, dezembro 18, 2009
Dawkins, o dogmático
“Pessoas normalmente racionais, quando confrontadas com religiões há muito instituídas, deixam-se atingir pela cobardia intelectual.” Richard Dawkins foi a maior prenda que Deus deu aos infiéis, desde David Hume no séc. XVIII. Diz que, ou se está com ele, ou contra ele: eis um ponto de concordância absoluta com os seus opositores.
cbs

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A evolução ainda não terminou
Para o homem religioso tradicional, a principal novidade que a teoria da evolução da vida orgânica introduz é a de que a criação não terminou há muitos séculos atrás, mas ainda está a decorrer, ainda está a meio da sua incrível duração. Na linguagem do Génesis, estamos a viver o sexto dia, provavelmente ainda bastante cedo de manhã, e o Divino Artista ainda não deu um passo atrás para contemplar a sua obra, para que a possa declarar como sendo “muito boa”. (Ronald Fischer num sermão em Cambridge 1947)
cbs

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Liberdade?
Tinha-me passado ao lado, mas dei com a notícia no Voz do Deserto. A situação não é de hoje, e não acho valha a pena pedir que Mário Soares se demita do que quer que seja. Apenas constato que credibilidade da Comissão da Liberdade Religiosa dificilmente poderá resistir a um presidente como este.

Pedro Leal
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quarta-feira, dezembro 16, 2009
Há todas as razões do mundo para pensarmos, que a descrição científica evolucionista, e a fé religiosa numa força criadora que nos guia, não só são compatíveis, como mutuamente se reforçam. (Keith Ward)
cbs

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terça-feira, dezembro 15, 2009
Era uma vez no Tennessee
Darrow ergueu a Bíblia e começou a ler: então, o Senhor Deus disse à serpente: por teres feito isto, serás maldita entre todos os animais domésticos e entre os animais ferozes dos campos. Rastejarás sobre o teu ventre, alimentar-te-ás de terra todos os dias da tua vida - Achais que é por isso que a serpente é obrigada a rastejar sobre a barriga?

- Eu acredito que sim.
- Tendes alguma ideia acerca de como a serpente se movimentava antes disso?
- Não senhor.
- Sabeis se caminhava sobre a sua cauda ou não?
- Não senhor, não tenho maneira de o saber.
Rebentou riso por toda a parte. De repente, Bryan ergue a voz, gritando, histérico: o único propósito de Mr. Darrow é desrespeitar a Bíblia…
(Inherit the wind) cbs

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quinta-feira, dezembro 10, 2009
Blankets
Blankets é uma novela gráfica de Craig Thompson, de 2003, mais uma preciosidade que o João Leal me fez chegar. É a história, entre outras histórias, da ruptura do autor com o ambiente e a educação evangélica (ou fundamentalista, conforme queiram) vivida numa pequena cidade de província. Mesmo preferindo outro final (mas se o final fosse pró-evangélico o livro não sairia, por certo, das prateleiras de literatura religiosa…), trata-se de uma excelente peça de arte e de um documento sobre as vivências de infância e juventude numa família fundamentalista (em parte transponíveis para Portugal).
Lembrei-me do quadradinho acima por causa da presente e mediática Cimeira de Copenhaga. Tornou-se o Ambiente uma questão dogmática?
Pedro Leal
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domingo, dezembro 06, 2009
vejo propósito e função em todo o lado
cbs

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sábado, dezembro 05, 2009
Deixem-me ser franco
penso que a evolução é um facto e que o darwinismo reina triunfalmente
cbs

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Só tenho pena que a Igreja Católica tenha ajudado a que mais uns tostões fossem parar ao bolso deste tangas.
"A Jangada dos Tolos

O Autor Laureado (AL): 'Sr. dr., cheguei a uma altura da minha vida em que finalmente o meu labor incansável foi compensado. Vendo bastante por toda a parte e pagam-me bem. Mas aqueles ladrões do fisco ficam-me com tudo. O que me aconselha?'

O Consultor Fiscal (CF): 'Que quer, meu caro Mestre, isto é o país da inveja. Em vez de premiar o mérito, tributa-se. Mas talvez tenhamos algumas soluções. Qual a origem dos seus rendimentos?'

AL: 'Uns são de cá, mas outros são do resto do mundo'.

CF: 'Óptimo. Está disposto a mudar de país?'

AL: 'Claro, estou farto desta piolheira. Este país não me merece'.

CF: 'O que me diz de Londres, meu caro Mestre? Nem precisa de mudar a nacionalidade, basta residir lá. Tem uma vida cultural muito intensa: museus, música, teatro'.

AL: 'Ora, ora... arte burguesa e decadente. Literatura e teatro que não estejam ao serviço da transformação social não me interessam nada'.

CF: 'Claro, claro, meu caro Mestre. Esquecia-me que está de alma e coração com os explorados deste mundo. Como diz a canção: "De pé, famélicos da terra..."'

AL: 'Não é canção, homem, é hino. Deixe lá isso. Em Londres as casas são caríssimas e está a ver-me a morar num bairro social com aquela gentinha? Outra solução'.

CF (encavacado): 'Bermudas, Ilhas Caimão, Panamá?'

AL: 'Detesto esses arrabaldes do imperialismo norte-americano. Um amigo da minha mulher falou-me das Canárias: diz que dá para uns arranjos fiscais muito interessantes. E está na União Europeia, essa coisa'.

CF: 'Não conheço. Mas vou ligar para o nosso escritório em Madrid'.

(Uns minutos depois)

CF: 'Já sei. Está tudo na net. É o Regime Económico Fiscal das Canárias, autorizado por Bruxelas por ser uma zona ultraperiférica. Como a Madeira, mas em bom...'

AL: 'Madeira!? Eu não quero nada com a Madeira... Sempre ouvi dizer que aquilo era uma completa pouca vergonha'.

CF: 'Não, não, é outra coisa. Até podemos sustentar que não é bem um paraíso fiscal. Mas se obtiver rendimentos e os reinvestir, ou fizer uma reserva, pode ter uma vantagem até 90%. Isso é que interessa!'

AL: 'Reinvestir!? Então tenho que ser empresário? Homem, poupe-me. Eu não posso com essa gente. Não sou nenhum explorador do povo'.

CF: 'Reinvestir é um modo de dizer. Tudo se arranja. Compra títulos de dívida pública das Canárias, com juros, ou certo tipo de activos, e está reinvestido. Para os rendimentos vindos de fora, se conseguirmos que sejam tratados como royalties, a taxa é muito baixa'.

AL: 'E isso não é ilegal? E não dará má-língua, falatório? Sabe, a minha imagem...'

CF: 'Perfeitamente legal. E só nós, consultores fiscais, é que sabemos disto e não temos o hábito de falar de coisas que possam prejudicar os nossos clientes'.

AL: 'E quanto aos rendimentos que vêm de Portugal? Como é que posso escapar?'

CF: 'Mestre, os direitos de autor já pagam tão pouco... Mas faça uma fundação. Para a defesa do ambiente, ajuda aos mais pobres, essas coisas. Assim sempre tem um escritório em Lisboa. Dá sempre jeito'.

AL: 'Boa ideia! E ainda hei-de conseguir que um político qualquer me dê uma sede. Até tenho uma debaixo de olho. Eu sei muito bem como se lida com essa gente...'"

J.L.Saldanha Sanches, no Expresso da semana passada.


timshel
posted by @ 6:38 da tarde   1 comments
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