terça-feira, novembro 09, 2010
As más notícias do Evangelho
O verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo não são só boas notícias. O Evangelho também traz consigo as más. As parangonas do Evangelho são boas novas, mas quem não crer nelas, as notícias más acabarão por se cumprir e condenar o incrédulo.

"E [Jesus] disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for baptizado será salvo; mas quem não crer será condenado." Marcos 16:15-16


Jorge Oliveira
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posted by @ 12:08 da tarde  
13 Comments:
  • At 10 de novembro de 2010 às 21:14, Blogger maria said…

    "Evangelho" é Boa-Nova, Boa-mensagem, Boa-Notícia. O resto são os juízos de quem assume um papel que não lhe pertence.

     
  • At 11 de novembro de 2010 às 12:20, Blogger Jorge Oliveira said…

    Maria,
    Não não se trata de julgar, mas de sublinhar a ideia de que existem consequências muito más para quem não der ouvidos a essas boas notícias. "Quem não crer será condenado", também faz parte do verdadeiro Evangelho.

     
  • At 13 de novembro de 2010 às 12:11, Blogger maria said…

    mania minha: a esperança de ver um evangélico mais afirmado na Boa-Nova da salvação do que nos legalismos e fundamentalismos religiosos.

    Ler o Evangelho e não considerar o contexto humano em que foi escrito (os primeiros anos do cristianismo estavam marcados por ideias apocalípticas. Acreditava-se no fim eminente.)é desbaratar e reduzir a sua mensagem primeira: A salvação para todos.

     
  • At 13 de novembro de 2010 às 14:50, Blogger Jorge Oliveira said…

    Caríssima Maria,

    ou eu estou completamente afundado nesses tais fundamentalismos religiosos que refere, ou então não percebo onde raio quer chegar com seus brilhantes comentários.

    Mas onde é que o meu post concretamente está a descontextualizar e a desbaratar o Evangelho? Não percebo.

    Relembro que estas palavras (Marcos 16) não foram produzidas pelos "pais" da Igreja primitiva e muito menos pela Igreja secularizada do século IX, elas foram produzidas por Jesus Cristo, o autor e Mestre do verdadeiro Evangelho.

    O que quer dizer com a "salvação para todos"? É Universalismo? Que todos serão salvos independentemente de crerem ou não no Evangelho? Não percebo.

    Mas esta minha falta de percebimento, só deve confirmar realmente que me encaixo perfeitamente na caixinha fundamentalista e legalista do protestantismo, que traz na sua algibeira.

     
  • At 13 de novembro de 2010 às 22:01, Blogger maria said…

    pois o mais provável é que as palavras q cita sejam mesmo da igreja primitiva e não palavras de Jesus.

    O que pretendo chamar a atenção é para a contradição entre esse anúncio condenatório e as parábolas "da misericórdia" LC 15.

    Sim, falo numa salvação universal, não contra vontade de ninguém (mas q sabemos nós do que é o "face a face" com Deus?)mas que é oferecida SEM CONDIÇõES a todos.

     
  • At 14 de novembro de 2010 às 14:38, Blogger Jorge Oliveira said…

    Não há contradição nenhuma no Evangelho. Existem condicionantes para a salvação: a fé e o arrependimento, operados pela acção do Espírito santo no coração humano. Existe claramente uma escolha salvítica: quem crer ("será salvo") e advertências para quem não crer ("será condenado").

    Não creio na salvação universal e muito menos na regeneração baptismal. Muito pelo contrário, acredito na condenação universal (Romanos 3:23; 5;12). Ou seja, se o homem não se arrepender e não receber o Evangelho, "o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê", continuará perdido para todo o sempre. Este é o verdadeiro Evangelho que eu creio.

    Em Lucas 15 também há condicionantes: o arrependimento (ler Lucas 15:7; 10; 18-21). Sem verdadeiro arrependimento, não há salvação.

    "Se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis." (Lucas 13:3,5), alerta mais uma vez o Autor deste poderoso Evangelho.

     
  • At 14 de novembro de 2010 às 19:25, Blogger maria said…

    Tem toda a razão, Jorge: Não há (nem pode haver) contradição no Evangelho.

    Se continuar a ler Romanos 5, 18-19, vai encontrar isto:

    "18Portanto, como pela falta de um só veio a condenação para todos os homens, assim também pela obra de justiça de um só veio para todos os homens a justificação que dá a vida. 19De facto, tal como pela desobediência de um só homem todos se tornaram pecadores, assim também pela obediência de um só todos se hão-de tornar justos."

    Mas está claro que cada um de nós tem uma chave de leitura dos textos bíblicos. A minha é de salvação a sua de condenação.

     
  • At 14 de novembro de 2010 às 21:09, Blogger BLUESMILE said…

    Sim, é essa a diferença - e radical - convenhamos.
    Já agora o texto citado (Marcos 16) não corresponde de forma alguma a palavras "textuais de Jesus Cristo" como se de um relato relato jornalístico de tratase.... mas uma criação textual da Igreja primitiva...
    Ou seja - construção, interpretação, contextualização.

    O literalismo bíblico tout court apouca a Palavra em vez de a faer cintilar.

     
  • At 15 de novembro de 2010 às 13:01, Blogger Jorge Oliveira said…

    Amigas comentadeiras,

    Já ando na blogosfera há muito tempo (talvez demasiado) para que essas vossas afirmações não se apliquem a mim e até sejam profundamente injustas.

    Bastam ler meia dúzia de posts no meu Blogue para se perceber que eu creio no Evangelho da graça de Deus. O Deus que ama, salva e perdoa o mais vil dos pecadores. No próprio post eu disse que a ênfase do Evangelho são boas novas. O alvo do evangelho é salvar vidas e não condená-las.

    Só que, por mais que vos custe admitir, existe também uma condenação ali ("mas quem não crer será condenado" Marcos 16:16). E a condenação que Jesus fala, seja por sua própria voz, do Espírito Santo ou da Igreja, e isso é claramente paralelo e acessório aqui, visto não estarmos a falar da inspiração divina desta passagem, está devidamente enquadrado no contexto do texto, do livro, daqueles dias, dos dias presentes e principalmente dos futuros .

    O que eu quis destacar no post, foi o lado sombrio e consequente do verdadeiro Evangelho. O Deus gracioso que salva é o mesmo que condena quem não crê nele. Lamento que não concordem e que nem vislumbrem que há dois aspectos no Evangelho. Mas respeito a vossa opinião. Espero igualmente que respeitem a minha fundamentada convicção também.

     
  • At 15 de novembro de 2010 às 19:21, Blogger BLUESMILE said…

    Amigo postadeiro:

    "O que eu quis destacar no post, foi o lado sombrio e consequente do verdadeiro Evangelho"

    Muito gira a ideia do "verdadeiro" evangelho, o que quer que isso seja, atendendo à criatividade historicamente situada na construção do texto bíblico.

    Quanto ao lado sombrio do Evangelho , depende da luz ( ou da falta dela) dos olhos de quem o lê/interpreta.
    O lado sombrio é apenas uma linha interpretativa - um tanto ou quanto distorcida é certo, - mas interpretativa.

     
  • At 15 de novembro de 2010 às 19:25, Blogger BLUESMILE said…

    Um deus que é amor ( o Tal que é "revelado" no Evangelho) não pode condenar.

    Nunca, em circunstância alguma.

    Se o fizesse não seria o Deus da Boa Nova.

     
  • At 19 de dezembro de 2010 às 00:45, Blogger Jaime Piedade Valente said…

    Tretas! Deus não existe e se existisse seria certamente diferente do "deus" católico.

     
  • At 25 de dezembro de 2010 às 18:19, Blogger cbs said…

    ó Jaime, se:
    1. "Deus não existe"
    2. "se existisse seria certamente diferente do "deus" católico"

    creio que se espalha meu amigo, porque:
    a) mais coisa menos coisa, o amigo Jaime faz tanto uma ideia do aparecer no Mundo, como qualquer de nós.
    b) se afirmar o nº1, nenhum, nenhum sentido tem afirmar o nº2
    c) mas se afirmar o nº2, aceita a hipotese de um Deus, e então segue-se que não é o amigo Jaime que O determina.

    De resto dou-lhe razão, mas... inverte a ordem, nº1 e nº2 é que sim, são tretas

     
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