segunda-feira, maio 26, 2008
Da coerência
"Em nenhum outro há salvação, porque também, debaixo do céu, nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devemos ser salvos." (Actos 4:12)
Há alguma razão para que esta afirmação de Pedro acerca de Jesus Cristo, recebida do próprio Cristo e do Espírito Santo, não seja interpretada pela mesma bitola do célebre “Ama o próximo como a ti mesmo”?
(O pormenor do nome é clarificador. O Salvador não é uma entidade mais ou menos indefinida, cuja nomeação voga ao sabor do contexto cultural ou do grau de educação do crente, mas uma pessoa concreta, que é acedida pelo nome.)



Pedro Leal
posted by @ 1:36 da tarde  
20 Comments:
  • At 26 de maio de 2008 às 14:43, Blogger Nuno Fonseca said…

    Ámen, mano Leal.

    Estas escapologias herméticas para o significado místico das palavras da Palavra lembram-me sempre a desculpa de mau pecador. Como a dum presidente americano que quando acusado de adultério, quis debater o que se entende etimologicamente por 'sexo oral'.

    Escondermo-nos por trás da semântica não nos salva do juízo de Deus.

    Paz.

     
  • At 26 de maio de 2008 às 16:31, Blogger zazie said…

    A única pessoa que existiu foi Cristo.

    Deus está para além do espaço e do tempo. Não pode ser conhecido.

    A única coisa que v.s podiam dizer é que a religião católica é a única onde Deus encarnou em Cristo.

    De outro modo v.s ficam a dar trunfos aos ateus que dizem que para os crentes existem tantos deuses quantas as religiões.

    E se Deus não fosse transcendente e fosse uma pessoa, como aqui é dito, até podia ser estudado em laboratório.

     
  • At 26 de maio de 2008 às 17:23, Blogger zazie said…

    Mas, como esta parece ser uma questão de vida ou de morte para os evangélicos, deixo-lhes aqui uma pergunta:

    Então como é? quem não aprende a Bíblia desde pequeno não tem hipótese de ser "tocado" por Deus?

    e mais outra pergunta:

    E se sentir o sagrado e chegar a Cristo sem ter começado por aí?
    Como é? tem menos hipóteses de salvação do que aqueles que só descobriram Deus e o sagrado porque assim lhes ensinaram em idade em que nem tinham estrutura mental para entender tudo isto?

    E outra coisa- Cristo foi homem ou para v.s é divino e daí até haver varientes de evangelismo liberal que acha que a Virgem Maria é a fada Morgana?

     
  • At 26 de maio de 2008 às 17:26, Blogger zazie said…

    É que o v. problema com a Virgem (de quem até gostam bastante de troçar) prende-se precisamente com a inversão. V.s fizeram de Cristo um Deus. Trocaram a ordem dos factores.

    E não reconhecem a humanidade terrena de Cristo, por muito que citem os Apóstolos. Aí até leem a Bíblia às avessas- O "por baixo do céu" fica "acima do Céu".

     
  • At 27 de maio de 2008 às 01:51, Blogger Pedro Leal said…

    zazie

    Quanto a Cristologia julgo que evangélicos e católico-romanos não divergem: Cristo=100%homem+100%Deus (nuances neste ponto não faltam e durante centenas de anos foram motivo para concílios, cismas e excomunhões).
    Quanto às questões que colocas, para mim não estão fechadas. Podemos especular sobre elas. Mas há um limite para a especulação: a autoridade e coerência da Palavra de Deus. Se ela taxativa num ponto então não faz sentido vasculhar mais.
    (Nem de propósito, os anglicanos andam às voltas com isto: www.christianpost.com/article/20080526/32530_Church_of_England_Advised_Against_Withholding_Christ_from_Muslims.htm)

     
  • At 27 de maio de 2008 às 12:01, Blogger Vítor Mácula said…

    Olá, Pedro.

    Quanto à bitola não sei, mas comigo os enunciados bíblicos funcionam sempre nas suas inter-relações, isto é, não apenas relacionar o “nome dado” com o “deus é agapé” e com o “ama o próximo etc” e “não julgais” e “deus faz cair a chuva sobre todos” e “a exclusão do amor divino de quem o nega” e “a segunda morte” etc etc etc; como relacioná-los também com toda a vida extra-bíblica, da Histórica à pessoal.

    Eu até aprendi as bases do grego clássico para poder fazer leituras comparadas com o original neotestamentário;)

    Mas eu parece-me que há uma diferença entre nós que é anterior a exegeses e interpretações, e que tem que ver com a relação geral com o texto bíblico. Eu não a considero palavra directa de Deus. Talvez pudéssemos começar por aí.

    Um abraço

     
  • At 27 de maio de 2008 às 12:39, Blogger João Leal said…

    Pedro,

    convém dizeres de que pressuposto partes. Eu sei que a Biblia para ti é a Palavra de Deus, isto é, a outra Manifestação Material de Deus além de Jesus e do Espirito Santo.
    Mais do que outras pessoas saberem que partes dessa premissa intelectual, é aconselhável que saibam que é uma Fé que tu tens, isto é: algo que não está em discussão porque é tão verdade/real para ti como o céu ser azul ou o Pinto da Costa corrupto.
    Desde o inicio, assim, os comentários a este post poderão ficar enfermos de lógica, como aconteceu com os da Zazie (que considerei óptimo - Olá zazie!- )
    Às vezes penso que seria útil apresentar nos vossos perfis dos blogues uma espécie de profissão de fé para que quem comenta saiba que circustância é que rege posts/comentários.

    1 abraço!

     
  • At 27 de maio de 2008 às 13:18, Blogger Vítor Mácula said…

    Pedro, não sei se devido à minha netaralhoquice, mas não consigo aceder a nenhuma página a partir do link anglicano...

     
  • At 27 de maio de 2008 às 13:19, Blogger Pedro Leal said…

    Vítor

    Não descarto a actividade relacional, mas, sim, coloco limites mais ou menos avançados a esse exercício. Mas tocaste num ponto importante: o directo de Deus é uma porta fechada para ti?

    João

    Não exageremos, não queiras transformar a Trindade em quarteto…  A palavra inspirada por Deus merece reverência mas não está ao mesmo nível de Cristo e do Espírito Santo. Quanto ao perfil, talvez vá ficando definido com a paciência de nos irmos escutando um aos outros.

    Abraço ao dois

     
  • At 27 de maio de 2008 às 13:28, Blogger Pedro Leal said…

    Vai a www.christianpost.com e o título do artigo é precisamente "Church of England Advised Against Withholding Christ from Muslims"

    (Eu é que devia saber fazer links de forma correcta...)

     
  • At 27 de maio de 2008 às 13:41, Blogger Vítor Mácula said…

    Já resolvi o meu problema do link com o link directo que o neteficaz cbs fez :)

    Não iria até à porta fechada, embora no limite a visão directa (face a face) é da ordem da parusia e da bem-aventurança… E de modo nenhum anulo a validade das mediações, como é evidente; aliás, toda a relação, excepto no seu modo e instante de fusão, implica distância, diferença e mediação.

    A minha questão tinha que ver com o texto bíblico. Se para ti ele equivale ipsis verbi, enunciado a enunciado, a uma espécie de ditado da vontade de Deus para os humanos (do que Deus quer que nos façamos e sejamos). É que para mim ele é mais uma diversidade de relatos e expressões humanas dum diálogo intrínseco e histórico com Deus. Foi isto que eu quis dizer com indirecto: Deus mediado por seres humanos e suas histórias.

    E isto, mesmo relativamente aos relatos sobre e com Jesus (directo seria Jesus ter escrito).

    Algo do género, com nuances.

     
  • At 27 de maio de 2008 às 17:33, Blogger musaranho-coxo said…

    Pronto, já f***** a caixinhas com os links...

    Para o João Leal. aqui vai:

    Zazie no metro- caçadora de gárgulas. Está bem assim?
    ...........
    Agora o resto:

    Eu acho que isto anda para aqui um diálogo de surdos porrque cada um fala de uma coisa diferente.

    1- Se o problema do Nuno e do PL é a questão do cristinanismo não ser desviado com incursões de folclores new-ages ou espiritismo e coisas no género, estou com v.s E nem vejo como podia ser de outra forma.

    Porque a única outra forma que existe é o facto do sagrado não ser apenas acessível por via de leitura da Bíblia.

    V.s confundem religião e salvação com o que pode ser paralelo - uma vez que uma religião é um aproximar- não é uma certeza de um caminho feito e de uma eleição com fala directa com a divindade.

    E isto nada tem a ver com o descabelamento que já saiu no post acima e que até prefiro nem comentar...

    Porque agora só faltava mais um histerismo armagedónico e wildaresco com medo que entre algum pelo da barba do profeta ou dedinho de fátima na Bíblia.

    E, se forem por aí, não respondo pelo meu dedinho nem pelo manguito.

    E vir-se com o deslumbramento patego por causa da "ciência" - no que deve estar incluída toda a engenharia genética e frankenstoinices bem actuais, só por causa do Bush, era o que mais faltava.

    Teoricamente esta palermice nem tem ponta por onde se pegue.

    Que eu saiba, a única religião monoeísta em que Deus se fez homem é a cristã, ou não é?

    Então ide dar banho banho ao cão que não ha qualquer anormalidade chamada ecumenismo a meias entre Maomé e Cristo.

    A minha questão nada tinha a ver com estas palhaçadas e creio que a do Vítor também não.

    (e do Nuno e PL e JL idem, idem, aspas, aspas...)

     
  • At 27 de maio de 2008 às 17:36, Blogger musaranho-coxo said…

    o caraças! o musaranho apropriou-se do meu nick!
    ":OP

    Acho que vou usá-lo para terminar aquela treta do debate do casório gay mais abaixo

    eheheh

    Assim o Vítor já não pode dizer que há preconceito sexual- vai debater com um musaranho que até se lixa

    (zazie sem acesso ao nick, mas caçadora de gárgulas na mesma)

    ahahahahahah

     
  • At 27 de maio de 2008 às 18:20, Blogger musaranho-coxo said…

    Este comentário foi removido pelo autor.

     
  • At 27 de maio de 2008 às 18:22, Blogger zazie said…

    A propósito, o meu ponto de partida é idêntico ao do Vítor. Tudo que é paralelo e até anterior à Bíblia e Histórico e também não a considero um livro mágico.

    O que não implica que coloque todas as religiões em paralelo e muito menos que diga que pode existir crença em Deus sem que este adquira um ditame ético (no mínimo).

    Mas creio que existem muitos cambiantes de crença sem religião.

    Não é propriamente o meu caso, ainda que, por natureza, não tenha grande apelo religioso. Mas nunca tive dúvidas nem outras ligações a não ser à religião católica.

    O que lhe falta e o pé de fora nada tem a ver com a mensagem cristã que considero a mais importante em toda a história da humanidade.

     
  • At 28 de maio de 2008 às 14:19, Blogger Nuno Fonseca said…

    E ninguém respondeu à questão do post.

    Um fala-me de aprendizagem do grego koiné; outra subjuga Deus à igreja romana.

     
  • At 28 de maio de 2008 às 14:24, Blogger zazie said…

    ehehe

    É falta de leitura em estrangeiro

    ahahahaha

    A propósito, quando é que postas mais um filminho daqueles susurrantes?

    Ias ver que convencias melhor.

    eheheh

     
  • At 28 de maio de 2008 às 16:41, Blogger Vítor Mácula said…

    Nuno, Nuno, olha a surdez: a minha resposta já foi dada e as insistências braço de ferro é para aqueles que só pensam em tornar o outro igual a si. Está no minha exposição de como penso e vivo o texto bíblico assim como na questão da dificuldade de afirmar a universalidade do cristianismo a partir de si próprio. Daí a interrogação para o universal humano, o antropológico (o ante-cristianismo na versão tudo perdido sem cristianismo / ah finalmente o cristianismo). Que coisa...

    Fora do cristianismo histórico há salvação; dentro do cristianismo histórico há perdição.

    O significado do "em nome", se complementado com o samaritano e etc tanto que já te referi (acrescenta-lhe as virgens loucas, aquele que não é contra Mim é por Mim, Fora daqui vós que sempre me pregaram mas que não conheço, As prostitutas entrarão antes dos legalistas, mais alguns etc) não sei se significa "eu digo o nome de Jesus ai Jesus"...

    Uma coisa é achares que o outro está no erro e na perdição; outra é não ouvires a resposta dele.

    Pronto, pá, que a tua paciência me desculpe LOL

     
  • At 29 de maio de 2008 às 13:55, Blogger Nuno Fonseca said…

    Este comentário foi removido pelo autor.

     
  • At 29 de maio de 2008 às 13:56, Blogger Nuno Fonseca said…

    1- 'não sei'

    R:. Agora chegaste lá.

     
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