sábado, setembro 29, 2007
Metendo as mãos na merda (3): insultos, agressividade e violência
Um ponto prévio: este post não é uma descrição de como eu sou mas de como penso que eu deveria ser.

Em tempos a Susana escreveu:

"Não é o objecto da brincadeira que marca um limite; são as circunstâncias que afirmam ou negam o acto de gracejar. Eu não quero comportar-me desse modo, usando sarcasmo. A questão muito difícil é a de como traçamos o limite - e estou certa de que tu aceitas limites. Dizê-los, fixá-los é que é o cabo dos trabalhos!"

Poderia transpor este raciocínio para a agressividade, o insulto e a violência verbal.

A primeira questão que me devo colocar é "quais os limites para a agressividade, o insulto e a violência verbal?"

Pode parecer simplismo mas são os limites do amor.

Enquanto sinto que o meu interlocutor não se sente ofendido mas entende e sente a minha agressividade ou os meus insultos apenas como eu desejo que ele os sinta e entenda, isto é, como simples figuras de retórica ou meros exercícios de humor não penso que eu esteja a ser incorrecto. Um debate, e nomeadamente um debate blogosférico, não deve ser uma troca fria de informação entre computadores mas também um jogo emocional.

Mas esse tipo de discursos exige muita atenção

("E há que estar atento, atento ...
E disponível, disponível ..."


escrevia o Vítor algures na blogosfera há uns meses atrás)

A qualquer momento o julgamento que eu faço pode ser (ou vir a estar) inexacto.

E muitas vezes, é preciso ler nas entrelinhas das reacções do meu interlocutor que ele está realmente agastado e não apenas a responder no mesmo jogo de "agressividade/insultos" como simples figuras de retórica ou meros exercícios de humor.

Quando eu sentir que o meu interlocutor está de facto agastado devo parar imediatamente e se ele fizer expressamente manifestação do seu desagrado devo não só parar a "agressividade/insultos" mas imediatamente pedir desculpa pelas minhas palavras.

Continuar no comprimento de onda de "agressividade/insultos" mesmo que a brincar é, de facto, estar a importunar o meu interlocutor (peço desculpa pela comparação mas é como continuar com um discurso de engate depois de a visada já ter manifestado o seu desacordo: é exactamente o mesmo tipo de ordinarice).

Tento modular o meu discurso blogosférico em função dos interlocutores. As pessoas com quem me sinto mais à vontade a esse nível é o dragão e logo a seguir a zazie (desliguei o link a seu pedido: ver comentários) e alguns dos blasfemos. Somos capazes de grande violência verbal sem que isso signifique nada de especialmente negativo.

As pessoas são todas diferentes. E cada pessoa tem o seu nível de susceptibilidade sem que nós tenhamos nada a ver com isso. Respeitar o outro é respeitar também o seu nível de susceptibilidade. O discurso que tenho com o dragão não é nem pode ser o discurso que tenho com outra pessoa qualquer, especialmente se mal a conhecer ou, pior ainda, se souber que o seu nível de susceptibilidade não permite certas palavras.

Mas, repito, é quase inevitável acontecerem erros de avaliação. É para isso que existem as desculpas.

A segunda questão que devo colocar é: o que é que estou disposto a aceitar num diálogo?

A resposta santa é: TUDO.

Mesmo que o meu interlocutor esteja com uma agressividade genuína e com uns insultos que ultrapassam todos os limites e com uma violência verbal inaudita e genuína, mesmo que seja mais do que óbvio que essa "agressividade /insultos" nada têm de benévolo ou de simples figuras de retórica ou meros exercícios de humor, a minha disponibilidade para com ele deve continuar a ser total.

Dir-me-ão que a interrupção temporária do debate é por vezes necessária se de facto amamos o nosso interlocutor. Por vezes a interrupção do debate é a única medida adequada para impedir a corrente de emoções negativas (não só a do nosso interlocutor mas, também, por vezes, a nossa). Sem dúvida. Mas, para além de a considerar uma medida excepcional que deve ser utilisada apenas em situações excepcionais em que não se vê no horizonte nenhuma atitude alternativa adequada, ela deve ser isso, uma interrupção TEMPORÁRIA.

Porquê? Porque penso que a maior ofensa que existe ao Deus-Amor que venero é excluir alguém nem que seja de um simples debate.

Se eu cortar definitivamente com alguém, uma de duas:

- ou entendo essa atitude como uma atitude errada mas inevitável e, nesse caso, apenas me resta rezar e esforçar-me para que essa conduta deixe de ser "inevitável"

- ou entendo essa atitude como uma atitude certa. Aí, acho que, definitivamente, deixei de ser um discípulo de Cristo e é melhor procurar outra religião.

timshel
posted by @ 4:19 da tarde  
20 Comments:
  • At 29 de setembro de 2007 às 18:10, Blogger David Cameira said…

    " Aliás, acho graça a esta pulsão bloquista da Zazie: gosta muito de comentar a vida ad intra de uma instituição QUE NÃO É A SUA E QUE É(peço desculpa, vou ser arrogante) VISCERALMENTE MINHA. Não gosto de quem põe em causa a minha fé, escudando-se em verdades pretensamente históricas ou eclesiais.
    "

    Em que é que a ZAZIE, SEJA PESSOA SINGULAR OU SUCIA DE PROSTITUTAS, se sentiu tão magoada e ofendida com o q acima se transcreve

    Amiga vai ganhar juizo que o que tu queres sei eu mas não to dou !
    " até pq as pessoas devem reprimir os instintos que sabem ser errados " diz uma personagem da novela Ilha dos Amores

    Depois:
    Pergunta a Zazie: " 1- Porque motivo a Igreja Católica não é minha."
    Bem pelo motivo simples o óbvio que a igreja católica Romana tb não é minha ..
    E nem a quero para nada..pq a mim basta-me o Senhor Santo CristoDOS MILAGRES E O DIVINO ESPIRITO SANTO que são as duas únicas procissõescatólicas em q pretendo alguma vez participar, ao menos para ser diferente.

    Aliás eu acho que o SENHOR SANTO CRISTO É O SANTO PROTESTANTE E EVNEGELICO pq a Reforma " berrou " ao mundo: " Solus Cristi "

    Paz para a Zazie e para todos os católicos do Trento

     
  • At 29 de setembro de 2007 às 18:12, Blogger David Cameira said…

    Acima enganei-me. Quero dizer " SANTO PROTESTANTE E EVANGÉLICO "
    e, JÁ AGORA, tb fundamentalista

     
  • At 29 de setembro de 2007 às 18:47, Blogger zazie said…

    Ai o caralho que isto não acaba...

    Ò Tim, fazes-me um favor, retira aí a porcaria do link que eu nem pachorra tenho para explicar alguam coisa à mongalhada.

    Nunca me ofendi com nada meus caralhos. Avaliei a merda e fui-me embora, depois de constatar que até já me andavam a cheirar a vida privada.

    Foi isto. Eu não sou vidrinhos, e muito menos beata hipócrita. E o que mais quero é distância do cheiro a môfo de becas e dos espectáculos dos castigos públicos dos educadores de rebanho.

    Entendido?

    Distância. Que de grupinhos de seita e devassa de seminarista, enquanto me lembrar ainda hei-de ir a fugir.

    E assino o que o Samuel escreveu: « o quão bem eu fiz em me pôr a andar (no meu caso não meter o nariz entre os grupinhos activistas da Igreja )e ter-me afastado o suficiente para "apreciar" o espectáculo das várias religiões, de uma distância segura, deixando o "assunto de Deus" cá só para mim, não permitindo nunca mais que ninguém tenha nada a ver com isso e sobretudo, que ninguém me venha "organizar", cobrar impostos e colocar portagens e fronteiras na eventual espiritualidade que ainda possua

    Ar puro! longe de medidores de fé.

    As organizações não são o que são as pessoas, as organizações castram as pessoas- tornam-nas réplicas da instituição.
    ..............

    E tirem lá a merda dos links ou ainda querem cobrar bilhete para o circo?

     
  • At 29 de setembro de 2007 às 18:53, Blogger zazie said…

    isto agora é reveza de palhaços. Vem um molhar o bico por rancores de merdas passadas. Chega o boss e faz o apanhado para expôr à chacota, e pavonear-se como grande psicanalista e humorista de sacristia.

    No fim vem o santo de dazibao em punho e ainda quer fazer parábola à minha custa.

    Deslarguem-me e ide tocar punhetas a grilos!

     
  • At 29 de setembro de 2007 às 19:04, Blogger cbs said…

    "Mesmo que o meu interlocutor esteja (...) com uns insultos que ultrapassam todos os limites"

    Tim, não são os insultos, que isso não passa de forma, de embrulho das ideias (pode é ser desadequado); é a relação entre as duas pessoas que tem de ser igualitária, biunívoca, se é que me faço entender. Ajo para com o outro tal e qual como quero que ele aja comigo.

     
  • At 29 de setembro de 2007 às 19:12, Blogger cbs said…

    "Porque penso que a maior ofensa (...) é excluir alguém nem que seja de um simples debate.
    Se eu cortar definitivamente com alguém...)

    Pois, por isso não aceitoque se corte definitivamente com ninguém. E é curioso que já noutras vezes, em debates sobre cortar e excluir pessoas, a posição dos católicos difere da dos evangélicos. Eles acham normal, nós recusamos, preferimos até afastarmo-nos como o Miguel fez, mas não aceitamosd excluir.

    Agora, meu caro Tim,lápor deixar a porta aberta, não quer isso dizer que seja incondicional.Quem erra precisa de se retratar, senãoa conversa continuará a serde surdos.
    Sem querer armar emDeus, mas não será esse o significado da confissão?

     
  • At 29 de setembro de 2007 às 19:17, Blogger zazie said…

    terapia de choque:

    Se os oprimidos, pisados, ultrajados exortam uns aos outros, dizendo, com a vingativa astúcia da impotência: "sejamos outra coisa que não os maus, sejamos bons!
    E bom é todo aquele que não ultraja, que a ninguém fere, que não ataca, que não acerta contas, que remete a Deus a vingança, que se mantém na sombra como nós, que foge de toda maldade e exige pouco da vida, como nós, os pacientes, humildes, justos" -isto não significa, ouvido friamente e sem prevenção, nada mais que: "nós, fracos, somos realmente fracos; convém que não façamos nada para o qual não somos suficientemente fortes"


    Nietzsche, Genealogia da moral.

     
  • At 29 de setembro de 2007 às 19:19, Blogger zazie said…

    terapia de choque a rematar:
    Desprezo-

    De fato, no desprezo se acham mescladas demasiada negligência, demasiada ligeireza, desatenção e impaciência, mesmo demasiada alegria consigo, para que ele seja capaz de transformar seu objecto em monstro e caricatura".

    Idem, ibidem

     
  • At 29 de setembro de 2007 às 19:37, Blogger timshel said…

    zazie

    já retirei o link tal como pediste

    se assim o desejares também retiro a menção a ti

     
  • At 29 de setembro de 2007 às 20:44, Blogger cbs said…

    ainda bem que se fala nisto... :)

    Terapia complementar:
    "A Piedade opõe-se às paixões tonificantes que realçam a energia do sentimento da vida: a sua acção é debilitante. Um homem perde o poder, quando se deixa possuir da compaixão(...)
    Em conclusão: a compaixão entrava a lei do desenvolvimento, que é a lei da selecção. Conserva aquilo que já não serve senão para morrer,lutando afavor dos deserdados e dos condenados da vida; graças à multidão de abortos de todas as espécies que mantém vivos, a compaixão dá à própria vida um sombrio e indiscutivel aspecto"

    Nietche, Anticristo, pag. 131

    é a isto que chamas "meter as mãos na merda" Tim?

     
  • At 29 de setembro de 2007 às 22:01, Blogger Hadassah said…

    David, só dizes tolices...e era escusado apareceres nesta altura do campeonato com "baboseiras" dessas.

    Gostava ainda que me explicassem se a Zazie foi expulsa, ou se foi ela que decidiu retirar-se.

     
  • At 29 de setembro de 2007 às 22:03, Blogger Hadassah said…

    Bom..."expulsa" não foi, porque continua a comentar.

    Espero continuar a vêr a Zazie por aqui.

     
  • At 29 de setembro de 2007 às 23:16, Blogger Antonius Block said…

    Sinceramente não percebo tanto post sobre o caso.

    A zazie decidiu retirar-se como comentadora do blog. Os motivos são os dela, e se alguém sente que devia pedir desculpa por alguma coisa devia fazê-lo em privado enviando um mail ou algo semelhante. As reflexões a fazer são pessoais, vamos agora esgravatar o caso em público com grandes teorizações sobre o perdão? Até eu que sou dado à teoria acho o exercício inútil além de o pedido de perdão poder adquirir contornos orgulhosos de "grande pecador arrependido". Se é para pedir perdão, peça-se com humildade, privada e pessoalmente. Nunca acreditei noutra forma de o pedir.

    Característica fundamental do cristão é "não fazer acepção de pessoas". Ora eu não me lembro destes teatros todos quando existiram problemas com o Nuno. A coisa foi tratada privadamente, como é suposto sê-lo.

    Este é um blog sobre religião ou sobre as questínculas dos intervenientes? Estamos a falar para dentro ou para fora? Porque se for só para dentro para isso reunimo-nos todos numa jantarada que o efeito é o mesmo.

    Eu estimo muito os comentários da zazie (digo aliás que é talvez aquela com quem tenho verdadeiras afinidades de um ponto de vista intelectual na forma como encaro o cristianismo). Mas só faz falta quem cá está, e quem não está lá terá os seus motivos. Esgravatá-los dramaticamente é prolongar absurdamente um assunto que devia morrer por aqui.

     
  • At 30 de setembro de 2007 às 00:50, Blogger David Cameira said…

    " At 10:01 PM, Hadassah said…

    David, só dizes tolices...e era escusado apareceres nesta altura do campeonato com "baboseiras" dessas 2

    Hadassah,

    Pelo amor cristao que te tenho nao te vou responder...

    PAZ

     
  • At 30 de setembro de 2007 às 05:55, Blogger timshel said…

    Antonius

    compreendo a tua posição mas não concordo com ela

    não estou aqui a pedir perdão nem a dizer a quem quer que seja para pedir perdão

    estou a reflectir naquilo que considero ser a essência da minha fé

    pessoalmente, e stou profundamente convicto disso, penso que este tema é mais importante do que qualquer discussão sobre algum detalhe teórico do cristiansimo ou das suas correntes ou de outra religião qualquer

    a discussão violenta que aqui aconteceu e que aqui agora recordo é apenas um pretexto

    tentei não colocar aqui nomes de pessoas, especialmente em conotação negativa; se, mesmo assim, alguém não quiser aqui ser mencionado é só dizer-me que imediatamente retiro essa menção

    dir-se-á que poderia escrever sobre este tema sem o concretizar ao ponto de referir a discussão em concreto que aqui existiu

    ponderei essa hipótese mas no equilíbrio que considerei das vantagens e inconvenientes de cada um dos cenários, pareceu-me que um excesso de abstracção seria pouco proveitoso

     
  • At 30 de setembro de 2007 às 12:44, Blogger cbs said…

    Concordo com o Tim

    Antonius
    não sei se era a mim que te referias. Eu decido quando peço desculpa em privado por mail, ou quando o faço em público.
    Pedi desculpas nos comments, não por não ser prático mandar vinte mails, mas porque quiz que todos vissem o que escrevi.

     
  • At 30 de setembro de 2007 às 14:47, Blogger Hadassah said…

    A mim parece-me Tim que o melhor mesmo é não ir por aí em nenhuma circunstância (pelo insulto, pela agressividade e pela violência)...conseguem-se diálogos super interessantes, bem humorados, inteligentes e assertivos, mesmo sem o recurso a obscenidades e violência verbal.

    Fazer uso disso é correr o risco de deitar tudo a perder.

    O melhor mesmo é não ceder em responder ao outro "na mesma moeda", quando queremos ser respeitados.

    Creio que saberás até isto melhor do que eu, porque até és dos participantes mais diplomáticos. Acho que és sábio nisso.

    Antonius,
    Aparte o contexto do que aqui se passou, que terá de ser gerido pelos próprios e que a mim não me diz respeito, também me parece que um pedido de perdão em público terá mais valor do que feito em privado, principalmente num cenário em que as "ofensas" acontecem em público. É mais edificante.

    Tiago 5:16: “Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis.”


    Quis saber da Zazie, porque pode-se dar o caso de se ter retirado, não por sua vontade, mas pela força das circunstâncias, do seu quase "saneamento" (há aqui sentido de humor nesta palavra, é uma força de expressão!)...

     
  • At 30 de setembro de 2007 às 17:07, Blogger cbs said…

    Antonius

    Há pouco posso ter parecido grosseiro (de facto ando enxofrado) e por isso quero deixar claras duas ou três coisas...em publico.
    - Do ponto de vista intelectual tenho-te em grande apreço, mas parece-me existirem grandes diferenças entre nós na visão do Catolicismo (e admito que sejam meus os erros)

    - Não concordo em absoluto com exclusões de ninguém, nem de comentadores. Respeito evidentemente quem se queira afastar, e no momento em que a maioria dos membros deste blog não me quiser aqui acatarei a decisão de imediato.

    - Considero a Zazie uma pessoa inteligente e culta, mas discordo frontalmente, não apenas do estilo,mas principalmente da visão que apresenta emrelação ao próximo.Contudo bastaria que o seu discurso fosse contido, como faz toda a gente civilizada,para conseguir conversar com ela, que sabe disso,e se não o faz é porque não quer.

    - O que se passou aqui, em parte, foram questões pessoais emergindo de uma discussão que nem estive a seguir.
    As desculpas que apresentei a todos, devem-se à minha responsabilidade no atear (o post) e prolongar(os comments) esse triste espectáculo.
    E lamento muito, mas teve que ser (acho eu,claro)

    um abraço, se o puderes aceitar

     
  • At 30 de setembro de 2007 às 20:31, Blogger Antonius Block said…

    cbs,

    Claro que aceito esse abraço, não existem motivos para não o fazer! E eu talvez me tenha expresso mal, não são propriamente as "confissões" públicas que acho exageradas (e nem estava a pensar em ti em particular) mas sim as análises teóricas de assuntos a quente. Digamos que é como uma pessoa que te é querida morrer e alguém começar a reflectir filosoficamente sobre a morte. O comentário era portanto mais endereçado ao tim. Mas percebo que lhe tenha surgido a vontade de o fazer e cada um sabe de si.

    Espero que o grande apreço não se limite ao "ponto de vista intelectual". Preferia o contrário meu caro, que tivesses todo o apreço pessoal que até poderias ter nenhum do ponto de vista intelectual, que para mim é de somenos importância.

    Não percebo nem nunca percebi as grandes zangas que se estabelecem virtualmente. Este é um meio tão passível de estabelecer mal entendidos (falta-nos todo um domínio de linguagem verbal e gestual que vem em nosso auxílio quando nos encontramos face a face e que ajuda o outro a perceber as emoções que associamos às palavras) que nunca me passou pela cabeça zangar-me pessoalmente com alguém por alguma coisa passada aqui. Só quando diz respeito a calúnias face a terceiros (como foi com o Papa) é que a coisa pode ser diferente.

     
  • At 30 de setembro de 2007 às 21:12, Blogger cbs said…

    Antonius
    claro que o apreço por ti não se limita ao intelecto, apenas te conheço melhor por essa via. A propósito, ajudava apareceres no próximo jantar :)

    Quanto ao ciberespaço estamos de acordo, na relação faltam muitos indicadores que existem ao vivo e tornam-se fáceis os mal entendidos.

    Mais uma razão, para além da mera boa educação, pra se ter cuidado com o que se diz.
    É tão absurdo que já vi amigos antigos zangarem-se na net, para voltarem a fazer as pazes depois de se reencontrarem.

     
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