sábado, setembro 29, 2007
Metendo as mãos na merda (2): pimenta no cu dos outros para mim é refresco
Dir-se-á que é muito fácil a alguém debitar "santidades" quando os insultos ou a violência não atingem esse alguém.

Dir-se-á que a paciência tem limites.

Existem poucas coisas sobre as quais eu não tenha dúvidas. Mas uma delas é que um cristão (seja eu ou seja quem for) que desiste de tentar e tentar alcançar a santidade está no caminho do afastamento de Deus.

Este blogue viveu recentemente uma excelente experiência para o caminho da santidade. Penso que a violenta discussão que ocorreu merece uma análise mais detalhada e não a devemos esquecer sem tentar retirar dela algo que nos ajude a percorrer esse caminho da santidade. É isso que me proponho fazer.

timshel
posted by @ 6:02 da manhã  
9 Comments:
  • At 29 de setembro de 2007 às 11:09, Blogger samuel said…

    Não querendo retirar um grama que seja à importância da vossa discussão que certamente se seguirá à "coisa esquisita" que aqui se passou, digo que este episódio, no meu caso, é apenas mais um dos muitos que ao longo dos anos e reiteradamente, como diria o grande Malheiros, me tem mostrado o quão bem eu fiz em me pôr a andar da Igreja e ter-me afastado o suficiente para "apreciar" o espectáculo das várias religiões, de uma distância segura, deixando o "assunto de Deus" cá só para mim, não permitindo nunca mais que ninguém tenha nada a ver com isso e sobretudo, que ninguém me venha "organizar", cobrar impostos e colocar portagens e fronteiras na eventual espiritualidade que ainda possua.
    O único inconveniente é que passei a fazer parágrafos muito compridos!

     
  • At 29 de setembro de 2007 às 11:19, Blogger João Leal said…

    Estou no mesmo barco do Samuel.
    Quem se deixa levar pelas organizações religiosas é quem não assume o que devia assumir: que está sozinho perante Deus.

     
  • At 29 de setembro de 2007 às 13:57, Blogger Nuno Fonseca said…

    'Este episódio, no meu caso, é apenas mais um dos muitos que ao longo dos anos e reiteradamente, como diria o grande Malheiros, me tem mostrado o quão bem eu fiz em me pôr a andar da Igreja e ter-me afastado o suficiente para "apreciar" o espectáculo das várias religiões, de uma distância segura'.

    Ocultares-te por trás do pecado alheio não te salva do teu. Esse argumento é usado por agnósticos e ateus, juntamente com o clássico 'Só vai à igreja quem sente culpa', que é tão válido como o 'Só toma banho quem está sujo'. No teu caso, não te banhas porque os que o tomam não lavam as orelhas, ou deixam caspa no couro.

     
  • At 29 de setembro de 2007 às 15:14, Blogger cbs said…

    "No teu caso, não te banhas porque os que o tomam não lavam as orelhas"
    não percebi esta Nuno.

    mas pedia-vos o favor, Nuno e Samuel, de não recomeçarem uma "coisa esquisita" como a que acabou de se passar.
    Respiremos fundo... pra oxigenar os cérebros ;)

     
  • At 29 de setembro de 2007 às 16:46, Blogger samuel said…

    :) :) :)

     
  • At 29 de setembro de 2007 às 16:52, Blogger Hadassah said…

    O cbs esteve bem... (desta vez...) ;)

     
  • At 29 de setembro de 2007 às 17:41, Blogger timshel said…

    "Quem se deixa levar pelas organizações religiosas é quem não assume o que devia assumir: que está sozinho perante Deus."

    João Leal

    as organizações são o que são, comunidades de pessoas

    e todas as pessoas são capazes do pecado

    e do bem, sobretudo do bem

    e quando elas fazem o bem são uma óptima companhia :)

     
  • At 1 de outubro de 2007 às 15:49, Blogger João Leal said…

    Certo, timshell

    Mas o problema é outro.
    Eu falo de delegar nos outros (numa hierarquia)a minha responsabilidade individual perante Deus. É isso que acontece na Igreja Católica, mas não só. Acontece muito nas igrejas evangélicas também.

    1 abraço

     
  • At 2 de outubro de 2007 às 07:15, Blogger Antonius Block said…

    Ninguém delega a responsabilidade individual perante Deus em terceiros João. Delega-se a responsabilidade de definição doutrinal que é algo de completamente diferente. Os nossos comportamentos e a fé a que somos chamados continuam a ser algo de cada um.

     
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