segunda-feira, janeiro 25, 2010
Nossa Senhora das Coisas Impossíveis
Vem, Noite silenciosa e extática,
Vem envolver na noite manto branco
O meu coração...

Todos os sons soam de outra maneira
Quando tu vens.
Quando tu entras baixam todas as vozes,
Ninguém te vê entrar.
Ninguém sabe quando entraste,
Senão de repente, vendo que tudo se recolhe,
Que tudo perde as arestas e as cores,
E que no alto céu ainda claramente azul
Já crescente nítido, ou círculo branco, ou mera luz nova que vem,
A lua começa a ser real.

Vem, cuidadosa,
Vem, maternal,
Pé ante pé enfermeira antiquíssima, que te sentaste
À cabeceira dos deuses das fés já perdidas,
E que viste nascer Jeová e Júpiter,
E sorriste porque tudo te é falso e inútil.

Vem sobre os mares,
Sobre os mares maiores,
Sobre os mares sem horizontes precisos,
Vem e passa a mão pelo dorso da fera,
E acalma-o misteriosamente,
Ó domadora hipnótica das coisas que se agitam muito!

Momento de paganismo cristão, ao qual me licencio; e que mo perdoem os reformadores, que deixam romanos ao abandono nesta Cíbercatedral.
cbs (auxiliado por um Álvaro etílizado)

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posted by @ 10:27 da tarde  
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