terça-feira, outubro 30, 2007
Acerca dos Santos - The Nature of True Virtue
"I suppose that there is a distinction to be made between some things which are truly virtuous and others which only seem to be so, through a partial and imperfect view of things: that some actions and dispositions appear beautiful if considered partially and superficially.

There is a general and particulary beauty. By a particulary beauty I mean that by which a thing appears beautiful when considered only with regard to its connexion with, and tendency to, some particulary things within a limited sphere. And general beauty is that by which a thing appears beautiful when viewed most perfectly, comprehensively and universally. The former may be without and against the latter.

It is abundantly plain by the Holy Scriptures that virtue most essentially consists in love. True virtue consists in love to being in general: no exercise of love, or kind affection, to any one particular being , that is but a small part of this whole, has any thing of the nature of true virtue. But, that true virtue consists in a disposition towards being in general; though from such a disposition may arise exercises of love to particular beings. But my meaning is that no affections towards particular persons or beings are the nature of true virtue, but such as arise from a generally benevolent temper or from that habit or frame of mind wherein consists a disposition to love being in general". Jonathan Edwards

Tiago Oliveira

P.S. - Desculpem-me, mas não tenho coragem para traduzir este texto.
posted by @ 5:32 da tarde  
13 Comments:
  • At 30 de outubro de 2007 às 18:09, Blogger David Cameira said…

    Depois de uma tão pastoral exposição fiquei sem palavras

     
  • At 30 de outubro de 2007 às 19:00, Blogger cbs said…

    Peço desculpa mas não apanho tudo, defeito de católico naive, sem duvida.

    Então: "no affections towards particular persons or beings are the nature of true virtue; True virtue consists in love to being in general"
    Ok, a Virtude maior, a verdadeira seá o amor ao Ser...em geral?
    Mas cuidado com os arquétipos, com abstrações, o meu Deus é uma Pessoa, não é uma ideia (essa é o Deus dos filósofos, não o dos Cristãos, penso eu)

    Mas se amo o Pai acima de tudo, então é certo que a Virtude é amar o Amor Deus, "o que inebria o santo de liberdade, de exultação e amor, é dar, abandonar tudo o que é bom, o que é agradável e permitido, a doçura do Mundo e até o próprio eu, para ficar-mos livres e estar com Deus, despojados, entregues ao poder da cruz e finalmente, morrer pelos que amamos" como diz Jacques Maritain

    E o segundo mandamento, amar o próximo, sendo um amor específico (não absoluto) é uma derivada, um corolário do primeiro.

    Ou então percebi mal...

     
  • At 30 de outubro de 2007 às 19:27, Blogger Tiago Oliveira said…

    Caro cbs, não se pode perguntar uma coisa e esperar-se que a resposta abarque o mundo!!!

    A tua questão assentou na possibilidade de haver um "Um humano extemamente bondoso". A resposta era sobre este aspecto e não sobre Deus e a Sua natureza ou forma.

     
  • At 30 de outubro de 2007 às 19:58, Blogger Tiago Oliveira said…

    O argumento por outras palavras:

    1 Coríntios 13:3 - "E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver «agape» (amor), nada disso me aproveitará."

    Segundo os léxico de Liddell-Scott:
    agape - "the love of God for man and of man for God"
    filia - "friendly love, affection, friendship"

    Em todo o Novo Testamento somos chamados ao amor "agape". Mesmo no exemplo que mencionas "amar o próximo" é utilizado o verbo correspondente: "agapaw" o próximo. Ou seja, de forma simples, qualquer coisa como "amarás (com o amor de Deus) o próximo".

    Se o amor é de Deus e de Ele provém, não é possível amar (agape) sem ser/conhecer Deus.

    De uma forma também simples pode-se fazer uma comparação:
    filia - "love for a particular being"
    agape - "love to being in general"

    Ou seja, é possível "filia" alguém sem que agape esteja presente.

    Fui entendido?

     
  • At 30 de outubro de 2007 às 20:01, Blogger Tiago Oliveira said…

    Ainda por outras palavras:
    1 Coríntios 13:3 - "E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver «agape» (amor), nada disso me aproveitará."

    Sim é possível alguém entregar o seu próprio corpo para ser queimado e dar todos os seus bens e não ter amor (agape).

     
  • At 30 de outubro de 2007 às 21:35, Blogger Hadassah said…

    esta pequena "aula" merecia estar em "post"...

     
  • At 30 de outubro de 2007 às 22:58, Blogger cbs said…

    Pronto, ok, vergo-me aos Tiagos :)Aceitando que não pode "alguém entregar o seu próprio corpo para ser queimado e dar todos os seus bens e não ter amor (agape)" e como para amar verdadeiramente, só buscando em Deus, quem não conheça a Deus, pura e simplesmente não se safa...

    Foi explicito Tiago Oliveira, mas a minha casmurrice fica ainda a ruminar... das duas uma, ou Deus chega a todos, dando possibilidade de optar, ou não chega, e um desgraçado fica sem hipóteses...

    Quanto à questão do post abaixo, do Antigo Testamento resolve-se pela "fé implicita" (termo que aprendi do padre Vaz Pinto) no Messias, parece-me.

    abraço aos dois (e sim, concordo com a Hadassah)

     
  • At 30 de outubro de 2007 às 23:23, Blogger cbs said…

    errata (a primeira que faço na minha vida bloguista, lol, gosto de arcar com os erros), mas esta tem de ser:
    Aceitando que PODE "alguém entregar o seu próprio corpo para ser queimado e dar todos os seus bens e não ter amor (agape)"

     
  • At 31 de outubro de 2007 às 09:57, Blogger João Leal said…

    Bom, a velha história: A verdadeira virtude será o amor ou não será antes a obediência? (todo o velho Testamento aponta para aí e também o comportamento dos cristãos evangélicos em relação à Bíblia como única regra de fé e prática e também dos católicos em relação à Igreja)
    Pode-se dizer que o amor=obediência?

     
  • At 31 de outubro de 2007 às 10:48, Blogger josé said…

    Pode-se. Deve-se.

     
  • At 31 de outubro de 2007 às 10:53, Blogger cbs said…

    penso que não João
    amor, pelo menos em termos humanos, implica uma adesão livre, não sei onde estará isso na Biblia, lol, mas a liberdade doada por Deus ao Homem parece ir no sentido do que digo.

     
  • At 31 de outubro de 2007 às 10:54, Blogger cbs said…

    como assim José?
    :)

     
  • At 31 de outubro de 2007 às 23:28, Blogger cbs said…

    "Pode-se dizer que o amor=obediência"
    fiquei a pensar nisto, por causa da intervenção do meu caro José.

    O Amor implica no mínimo uma dualidade no Ser.
    O Amor implica também que essa dualidade esteja ligada.
    Amo quando me dou ao outro.
    A condição é a liberdade (dada por Deus)
    A consequencia é a obediencia, eu diria fidelidade (inerente ao acto de amor)

    Não me parece pois que se possa confundir os três conceitos, apesar de estarem intimamente relacionados, o conceito central é o Amor, no limite dádiva absoluta. Admito, claro, a natureza divina do Amor (Agape)

    PS: mas atenção que isto é filosofia barata. Sirvam-se :)

     
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