quarta-feira, julho 04, 2007
4th of July
4 de Julho, Dia da Independência dos Estados Unidos da América.
O país da liberdade. Que foi, primeiro que tudo, liberdade religiosa.
O país da separação entre o Estado e as igrejas. E onde Deus é evocado nas notas e moedas e nos discursos do Presidente.
Não sendo nossa a efeméride, serve como pretexto para lembrar o bom exemplo.

Pedro Leal
posted by @ 11:25 da tarde  
22 Comments:
  • At 5 de julho de 2007 às 09:03, Blogger David Cameira said…

    " One people, One GOD, One nation "

     
  • At 5 de julho de 2007 às 09:47, Blogger mulheres_estejam_caladas said…

    have mercy!
    Há coisas fantásticas nos EUA. Mas de certeza que não são os discursos de um presidente tótó que usa o nome de Deus em vão para justificar a carnificina.

     
  • At 5 de julho de 2007 às 09:48, Blogger mulheres_estejam_caladas said…

    Devo lembrar também os símbolos maçónicos nas notas?

     
  • At 5 de julho de 2007 às 10:58, Blogger samuel said…

    "O país da separação entre o Estado e as igrejas. E onde Deus é evocado nas notas e moedas e nos discursos do Presidente."

    Há uma boa mão cheia de coisas de que gosto muito nos EUA.
    Deixando de lado a indigência presidencial, os crimes de guerra, a canalhice institucional, a corrupção generalizada a que dão o nome de "lobbie's"...
    Mas sobretudo esta frase da "separação entre o Estado e as igrejas, etc, etc," é a brincar, não é, caro Pedro Leal? Espero bem!...
    Sobre as "invocações" do presidente e Deus nas notas, nem vale a pena.

     
  • At 5 de julho de 2007 às 11:03, Blogger samuel said…

    Ah, e já agora, caro Pedro, gostava também de deixar claro que não faz parte das tais coisas de que gosto nos EUA, aquela instituição tão cristã de que alguns deles (presumo que a maioria) gostam até à "baba a escorrer pelo queixo", que é a PENA DE MORTE.

     
  • At 5 de julho de 2007 às 14:12, Blogger Heliocoptero said…

    A separa�o entre Estado e Igreja nos Estados Unidos � subsidi�ria das teses de John Locke: o pol�tico e o religioso devem estar cada qual para o seu canto, mas um juramento ou afirma�o de honra civil n�o tem valor se n�o tiver um fundamento te�sta. Que � a mesma coisa que dizer que Locke considerava os ateus incapazes de serem bons cidad�os.

    Se acha isso um bom exemplo...

     
  • At 5 de julho de 2007 às 14:22, Blogger José Leal said…

    Os Estados Unidos da América são um local onde os seus cidadãos gozam de grandes liberdades, e de direitos já agora.

    O Estado Federal está completamente separado de Igrejas ou organizações religiosas.

    Cada república tem liberdade e autonomia em practicamente todos os assuntos da vida quotidiana.

    O Estado Federal não tem uma demanda contra religiões ou contra Deus.

    Por dar tanta liberdade e respeitar a individualidade dos seus cidadão, por isso é que "shit happens", por isso é que existem penas capitais, lobbies, aborto etc.

    Mas no fundo estes comentários também são o reflexo do medo pelo "papão" que vem com a liberdade, escondido debaixo da cama: a responsabilidade.

     
  • At 5 de julho de 2007 às 14:31, Blogger Allegra Geller said…

    Este comentário foi removido pelo autor.

     
  • At 5 de julho de 2007 às 15:07, Blogger Nuno Fonseca said…

    Ámens a tudo isso, Pedro.
    Mais: a prosperidade americana é prova do favor divino.

    É o que se tem quando se adora o Senhor como o Senhor quer-se adorado.
    E isto inclui a cunhagem de moedas; a Lei entre os lábios presidenciais.

    Um bom verão, manos em Cristo.

     
  • At 5 de julho de 2007 às 15:53, Blogger cbs said…

    "a prosperidade americana é prova do favor divino"
    "a Lei entre os lábios presidenciais"

    fazes-me lembrar uma máxima antiga (só para uso interno":
    vale mais enganares-te "com o" partido, do teres razão "contra ele".

    acho que é uma expressão da mesma familia, loool
    abraço Nuno

     
  • At 5 de julho de 2007 às 16:12, Blogger samuel said…

    Adoro quando os "pró-americanos façam eles o que fizerem" perdem a compostura e começam a dizer barbaridades destas...

    "a prosperidade americana é prova do favor divino"
    (presumo que no Dubai e no Koweit, também)

    Vá rapidamente dizer isso ao quase 50 milhões de americanos que nem seguro de saúde conseguem ter, num país (abençoado) que não consegue ter um sistema público e universal de cuidados de saúde para os seus tão livres (de morrer) cidadãos. Devem ser os que não adoram Deus "como ele quer-se(?) adorado", não é Nuno?

    "O Estado Federal não tem uma demanda contra religiões ou contra Deus"
    (esta nem sei o que significa...)

    "E isto inclui a cunhagem de moedas; a Lei entre os lábios presidenciais."

    Sobre Deus e o dinheiro, como já disse, nem vale a pena, por tão pedestre. Sobre os lábios presidenciais sempre com Deus e A Lei, como lhe chama, tão presentes, Deus tem perdido grandes oportunidades de o inspirar a estar calado, assim tipo quando mente criminosamente para invadir um país e chacinar milhares e milhares de inocentes. Já sei que não adoram o "seu" Deus como ele "quer-se adorado", mas acha que isso justifica ser chacinado?

    E por aí fora ad nausea...
    Mas repito: há imensas coisas de que gosto muito nos EUA!

     
  • At 5 de julho de 2007 às 17:43, Blogger Marco said…

    Na história dos EUA, a Liberdade Religiosa não foi a primeira, mas encontra-se entre as primeiras. A Liberdade Religiosa só foi garantida na Constituição Americana com a chamada Bill of Rights. Esse documento contém às primeiras emendas à constituição dos EUA e ali se contemplam a liberdade de reunião, a liberdade de imprensa, a liberdade religiosa, a liberdade de petição… e até a liberdade de porte de arma. Este documento é considerado um símbolo da liberdade e da cultura democrática dos EUA.

    Quanto à invocação de Deus em símbolos nacionais, lembro que o hino nacional da África do Sul é uma oração bem mais tocante que qualquer outro hino nacional.

    E isso de Deus ser mencionado em discursos presidenciais, é preciso ter cuidado. O que não falta são políticos sem escrúpulos que tentam legitimar os seus actos invocando a Transcendência. Parece que esquecem que foram escolhidos pelo povo e não por Deus…

     
  • At 5 de julho de 2007 às 18:54, Blogger David Cameira said…

    É assim, há algo de profundamente parolo na adoraçaõ acritica das intituições do TIO SAM mas...igualmente parolo é o medo e o sentimento anti-americano primario que se vé na Europa...pá será q nao percebem q entre o GWB e o Carter vai um mundo...que são duas américas numa mm união ?!?!?!

    Agora tb é verdade qd a nãção tuga, se humilhar e orar e clamar a DEUS ALTÍSSIMO algo de grandioso acontecerá ...mas isso passa primeiramente e desde logo por nós o q é a parte pior

    lol

     
  • At 5 de julho de 2007 às 21:26, Blogger zazie said…

    "fazes-me lembrar uma máxima antiga (só para uso interno":
    vale mais enganares-te "com o" partido, do teres razão "contra ele".

    O cbs anda a abusar nas grandes respostas.

    Assim nem me deixa campo para acrescentar mais nada

    ";O))

     
  • At 6 de julho de 2007 às 03:24, Anonymous Anónimo said…

    Marco

    Os Pais Peregrinos eram puritanos calvinistas que não aceitavam a autoridade da hierarquia religiosa ou do rei sobre a sua consciência. Por isso foram para a América. E essa matriz de liberdade religiosa permanece.

    mulheres_estejam_caladas

    Maçonaria, que nem sempre foi anti-cristã, e iluministas fazem parte do quadro da revolução americana. Mas é a presença de cristãos defensores da liberdade religiosa que dá ao que se passou na América um destino diferente do que se passou em França.

    samuel

    Como disse o José, a separação é total. Tanto no apoio como na perseguição às religiões. Por cá, Europa, não podemos dizer o mesmo.

    Pedro Leal

     
  • At 6 de julho de 2007 às 06:40, Blogger Antonius Block said…

    David, mas qual sentimento anti-americano?

    Quando se diz que a malta está a exagerar nas suas adulações, vêm logo uns iluminados esclarecer-nos quanto à história dos EUA (que nós decerteza que a temos muito deturpada pelos nossos olhos muito europeus (coisa que aliás eles não devem ser suponho, para estarem tão fora da "visão europeia dos EUA)).

    Alguém disse que era anti-americano? Já toda a gente expressou admiração pelos EUA, temos mesmo que continuar a ser catequizados? Conhecemos a história deles (que é soberba, o seu processo de independência é realmente único na História).

    Quanto ao assunto em si, verdadeira separação do Estado e das igrejas é na França. Liberdade religiosa é nos EUA. Não são a mesma coisa, e claro está que prefiro claramente os EUA nesse domínio (como em muitos outros).

    Em Cristo,

     
  • At 6 de julho de 2007 às 06:44, Blogger Antonius Block said…

    Falta ainda referir que de facto as confissões reformadas tiveram um papel fundamental nessa diferença americana. E que os baptistas se destacaram entre elas (que remédio, apanhavam de todos os lados, anglicanos (ou presbiterianos) e católicos, mas nos EUA muito mais dos primeiros). Ainda assim o seu a seu dono!

     
  • At 6 de julho de 2007 às 06:45, Blogger Antonius Block said…

    Perdão, prisbeterianos não, episcopais.

     
  • At 6 de julho de 2007 às 10:33, Anonymous Anónimo said…

    antonius

    Quanto á separação entre o Estado e as igrejas, não concordo. A ideia francesa, e nossa por arrasto, é que separar é tirar Deus da vida pública e confiná-lo à vida privada. A ideia americana é que Deus é Ele próprio o garante da liberdade (a liberdade é dada aos homens por Deus e não por outros homens)e, por isso, sendo o Estado totalmente isento em termos de opções religiosas, há referências a Deus nas moedas, nos discursos públicos, etc.
    Quantos aos baptistas a referência é justa. Mas gostava de corrigir também uma pequena nuance (que pode ser má interpretação minha). Os baptistas não defenderam a liberdade religiosa porque eram perseguidos, mas foram perseguidos por a defenderam.

    Pedro Leal

     
  • At 6 de julho de 2007 às 11:05, Blogger Antonius Block said…

    Pedro,

    Concordo inteiramente com a tua distinção, mas precisamente porque nos EUA a liberdade religiosa é fundada numa matriz cristã de viência de fé é que me parece a mim que o Estado não é inteiramente separado das igrejas. É um Estado assumidamente teísta, e teísta de uma forma assumidamente cristã.

    Claro que é imensamente preferível ao que acontece na Europa, Estados ateus onde curiosamente as igrejas estão muito mais institucionalmente veículadas a ele. Mas só institucionalmente e já nada em termos de definição de valores. Antes fosse o contrário, como nos EUA (o que seria muitíssimo difícil num continente com 2000 anos de cristianismo e cerca de 1500 anos de cristianismo ligado às instâncias de poder). A questão está em que um budista ou um ateu têm que levar constantemente com a citação biblíca, com o juramento em várias circunstâncias com o "so help me God". Não é que lhes faça mal algum, mas parece-me a mim que no estrito domínio de separação entre confissões religiosas (quaisquer que elas sejam) e o Estado, a França encarna melhor a ideia de uma separação hermética (resta saber se uma separação hermética é coisa salutar).

    Quanto aos baptistas, fui tentado a ter uma visão mais sociológica e pragmática da questão, mas que não impede de reconhecer o eventual contributo da sua teologia de base para a sua crença na separação do Estado e da igreja. Mas não acredito que tenha sido unicamente fruto de um achado teológico (o que nada tem de mal atenção, os perseguidos exigirem o fim da sua perseguição é tão somente um direito seu).

     
  • At 6 de julho de 2007 às 14:53, Blogger José Leal said…

    Separação Religiosa e Liberdade Religiosa, porque dizemos que os EUA são um palco extraordinário para estes dois conceitos?

    Separação porque o Estado Federal não está ligado a qualquer comunidade ou instituição religiosa. Logo o Estado Federal está separado das "Igrejas; existe igualdade de tratamento na relação entre Estado e as diferentes "Igrejas". Penso que isto é claro para todos.

    O que pode fazer confusão é uma ideia de doutrina de estado. Enquanto no EUA existe uma doutrina de estado teísta, por exemplo em França existe uma doutrina de estado humanista. A doutrina do estado pode ser observada pela Constituição que orienta a vida comunidade.

     
  • At 5 de outubro de 2016 às 08:51, Blogger Hua Cai said…

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