segunda-feira, maio 07, 2007
Who cares about Taizé? (II)
«No mais profundo da condição humana repousa a espera de uma presença, o silencioso desejo de uma comunhão. Não esqueçamos nunca que este simples desejo de Deus é já o começo da fé.»

[in site da comunidade de Taizé]

Miguel Marujo
posted by @ 4:54 da tarde  
7 Comments:
  • At 7 de maio de 2007 às 22:34, Blogger cbs said…

    Chamo a isso o sentimento do Transcendente, e penso que é inerente a todo o humano em todo o Tempo.

    Foi esse sentir o meu primeiro passo (e não a catequese).
    o último foi apaixonar-me por Cristo, por razões também não exteriores à consciencia.

    Não é o Baptismo que nos faz crentes, é a vida.

     
  • At 7 de maio de 2007 às 22:53, Blogger Hadassah said…

    cbs
    por momentos pensei que eras do meu rebanho ... :)

     
  • At 8 de maio de 2007 às 09:37, Blogger cbs said…

    sabes Hadassah
    desde puto que tive educação católica, tive catequese, tirei a 1ª comunhão, o crisma, tudinho...

    mas aquilo é um tempero, não é mais do que isso.
    Foi um dia ou outro, já adulto, que rezando na Igreja, começei a sentir algo de inexplicável, um apelo absoluto que vinha a crescer em mim, e que só me apercebi nessa altura.
    Mas se não tivesse o tal tempero, não teria podido dirigi-lo numa direcção de Cristo.

    Por isso digo que é necessário dar educação religiosa a uma criaça, banhá-la com essa cultura, mas a conversão não é isso; a conversão dá-se mais tarde, quando menos se espera e de modo consciente.
    Depois é que precisa de uma ancora, que ou já se tinha, ou se tem que procurar.

     
  • At 8 de maio de 2007 às 11:27, Blogger Hadassah said…

    Cbs,
    Comigo passou-se exactamente o mesmo. Fui educada não na catequese mas na Escola Dominical, pela mão dos meus pais. Um dia mais tarde, comecei a sentir que aquilo não me chegava e descobri verdadeiramente Jesus, a Salvação. E tens toda a razão, quanto à importância desse tempero. Eu não sei se lá tinha chegado sem isso. Por isso é que eu dou muito valor, a quem nunca teve educação religiosa e se torna num verdadeiro seguidor de Cristo.

    A única diferença foi que, eu só me baptizei depois de me saber crente.

    Mas isso é um pormenor, dentro da tua experiência que te permitiu a salvação.

     
  • At 8 de maio de 2007 às 11:33, Blogger samuel said…

    É por aí CBS
    Isso volta a pôr, pela milionésima vez, a questão do timing para o baptismo, aquele morrer do ser humano pecador e o nascer do "novo", acto que sempre me fez uma certa espécie, quando practicado com bebés...

     
  • At 8 de maio de 2007 às 12:17, Blogger Antonius Block said…

    Vivi desse desejo de Fé durante 18 anos, sem ter sido baptizado ou passado pela catequese (a minha família é até fortemente anti-clerical).

    Foi com a experiência amorosa que descobri Cristo. A clara insuficiência de um outro ser humano para completar a nossa vida, a canalhice que em mim desconhecia e que rapidamente se manifestou, a necessidade profunda de que alguém nos ame primeiro para sermos capazes de o fazer e o tratar coisas sagradas com a maior das banalidades (nomeadamente o sexo) levaram-me com bastante celeridade a Deus e a Cristo. É também por isso que em tudo poderia ser protestante (ao contrário da zazie e aparentemente do timshell, acho que a reforma litúrgica do Vaticano II foi salutar e necessária, embora admire a beleza do rito antigo) excepto no que à Eucaristia diz respeito (porque encarna precisamente essa nossa tendência para a banalidade).

    Daí foi um desfiar natural da Fé, e aconteceu-me como narra o Chesterton no Orthodoxy: "fiquei imensamente surpreso por descobrir que já havia toda uma tradição secular a dizer aquilo que eu pensava que tinha descoberto sozinho".

    Quanto ao baptismo das crianças, vou deixar falar quem sabe para variar: http://www.newadvent.org/fathers/15013.htm

    Demos graças pelo dom da Fé, caminho seguro para a salvação!

     
  • At 9 de maio de 2007 às 00:13, Blogger mulheres_estejam_caladas said…

    I care about Taizé!
    fui aí dois veróes. Foi á que decidi que fosse como fosse eu ia estudar teologia. Sem saber para quê, mas dentro de mim algo transcendeu a racionalidade de saber que ñ tinha tempo nem dinheiro.
    Em Taizè ouvi um dos grandes exagetas contemporâneos, o irmáo John de Taizé. que me fez ver que a vocaçao é um rio. Ñ vemos o final, nao precisamos de saber tudo, mas a experiencia da fé é vivida de pés molhados ao entrar no rio.
    Taizè è o meu Sinai.

     
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