sexta-feira, julho 06, 2007 |
Do Vaticano II |
Exultamos com o pensamento de que foi agora proclamada a liberdade religiosa – que não é a liberdade de eu acreditar ou não segundo as minhas disposições do momento, e de construir um ídolo a meu belo prazer, como se não tivesse um dever primordial para com a Verdade; é a liberdade que tem cada pessoa humana, perante o Estado ou qualquer outro poder temporal, de vigiar pelo seu destino eterno, procurando a verdade com toda a sua alma e conformando-se a ela, e de obedecer, segundo a sua consciência àquilo que tem como verdadeiro no que diz respeito às coisas religiosas. A minha consciência não é infalível, mas nunca tenho o direito de proceder contra ela. Jacques Maritain, Le paysan de la Garone, un vieux laic s’interroge à proposdu temps présent, Ed. Desclée de Brouwer, Paris 1965 (dedicado ao caríssimo David Cameira) cbs
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posted by @ 12:07 da manhã |
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5 Comments: |
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Mais vale tarde que nunca.
Pedro Leal
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E quando a nossa consciência é basicamente momentânea? (que é caso para dizer, quase sempre).
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Obrigado ao caríssimo CBS,
Mais uma vez se manifesta que este bloguer é acina da média, ainda mais para católico mariano...
( sem ofensa e pretendendo ser ilogioso )
Aliás, eu estou espantado com o perofundo e robusto discurso do vosso Papa Bento XVI !
Tarda muito t5orna-se evangilo fundamentalista
" GLORY TO THE LAMB ",
" HOOOO JESUS "
Aquele livro sobre JESUS que é beste seller nos EUA ( sim, outra vez eles....) é do melhor q o papado escreveu em todo o seculo de há 2 centenas de anos para cá
E agora um outro sobre o pluralismio, inclusivismo e exclusivismo religioso tb é soberbo
Enbora ai tenhamos opiniaoes diferentes pq , segundo um link do blog " esquerda republicana " ai é defendido o inclusivismo e os evangélicos, segundo me parece, são pelo exclusivismo
SÓ JESUS CRISTO SALVA
oLHE ONTEM DEU UM PROGRAMA RELATIVAMETE INTERESSANTE , NO CANAL DE hISTÓRIA, SOBRE APARIÇÕES MARIANAS ( vai em caps q é para condizer com a importancia q os catolicos portugueses dão ao tema )lá pela 22.30, salvo erro, q eu só apanhei mais ou menos metade pq só para lá passei depois da " Ilha dos Amores " e pq " A Estrelinha " me estava a cansar, lol....
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E quando a nossa procura da verdade está no hedonismo e na busca do prazer momentâneo? Será isso proibitivo socialmente?
Para mim o exemplo que ilustra melhor a posição que a sociedade deve ter face a estas coisas é dada pela forma como Jesus se dirige a Pedro quando este pretende colocar-se entre os agressores e Jesus no Monte das Oliveiras.
Jesus não nos deixou simplesmente "buscar a verdade" ou "vigiar pelo seu destino eterno", com a conotação romântica que a expressão possa ter. Ele deixou-nos crucificá-Lo, insultá-Lo e matá-Lo. E não quis que Pedro nem ninguém interviesse. Porquê? Porque a relação de Cristo com cada um dos seus agressores devia ser pessoal e em total liberdade (da parte dos agressores). E Cristo soube usar a liberdade que o Pai tinha concedido aos seus filhos para os libertar da sua condição, mesmo quando essa liberdade foi usada de forma absurda. E é por isso que agora temos "a liberdade dos filhos de Deus" como dizia São Paulo.
Quer isto dizer que cada um faça o que quiser? Em termos de normas humanas de relacionamento entre as pessoas, não. Sobre esse sempre houveram leis e é salutar que existam. Mas entre cada pessoa e o transcendente, aí a relação deve ser radicalmente e absolutamente livre, livre em toda a linha e não só nas buscas românticas de verdade. Ela já o é da parte de Deus. Mantê-la livre é simplesmente fazer como Pedro foi admoestado a fazer, não deixar que outros se interponham na relação forçando os homens (ou mulheres) a determinados comportamentos (pela lei da espada ou por qualquer outra lei).
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Mais vale tarde que nunca.
Pedro Leal