segunda-feira, março 26, 2007
Dos sustos oculares
Neste post discute-se uma questão pertinente. Embora me interesse a iconoclastia não estou com o Pedro (da minha família religiosa) em considerar o comic strip blasfemo e na condenação à Capela Sistina e companhia. Aliás, creio que aos cristãos (sobretudo aos evangélicos) faz falta um saudável convívio com a blasfémia e, já agora, um mergulhozito no tanque das subtilezas semióticas. É uma inocência imperdoável relegar para os rabiscos e volumes manuais o monopólio da imagem de adoração condenada pelos Mandamentos.

Tiago Cavaco
posted by @ 11:17 da manhã  
5 Comments:
  • At 26 de março de 2007 às 11:27, Blogger New Updates said…

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  • At 26 de março de 2007 às 15:05, Blogger David Cameira said…

    " Aliás, creio que aos cristãos (sobretudo aos evangélicos) faz falta um saudável convívio com a blasfémia "

    O Philip Yancey tb anda um pouco nessa onda, embora nunca lá tenha lido a palavra 2 blasfémia "

    No entanto o DEUS que ri e q é desconhecido do fundamentalist " born again Christian " é algo que urge recuperar

    Como diz a revista do Riders Digest: " rir é o melhor remédio "

     
  • At 26 de março de 2007 às 16:18, Blogger zazie said…

    Pois faz e aplicaste aí um termo muito pertinente: as subtilezas semióticas.
    Mas nada disto tem a ver com inocência e falta de propaganda.

    Foi uma questão teórica totalmente impensável nos nossos dias. Ou davam em euquitas e volatilizavam-se na pureza, ou têm de reconhecer que hoje ninguém vive de olhos fechados.

    Se não se olha para a representação do sagrado dentro do tremplo, o mais provável é distrairmo-nos com a roupa de marca do predicador.

     
  • At 27 de março de 2007 às 10:45, Anonymous Anónimo said…

    Tiago

    “Saudável convívio com a blasfémia” temos nós, de manhã à noite, via net, televisão, literatura, local de trabalho, etc. Mas o convívio deixa de ser saudável quando subscrevemos a blasfémia ou transigimos com ela. Por outras palavras, não há saúde nenhuma na insensibilidade, por sobre-exposição, e na indiferença.
    Quanto às “subtilezas semióticas” e “monopólios” estamos cá para receber os reparos dos irmãos…

    zazie

    E se ficasse assim: se nos distraímos com a representação do sagrado dentro do templo o mais provável é perdermos parte substancial da Palavra.

    Pedro Leal

     
  • At 27 de março de 2007 às 22:36, Blogger zazie said…

    Pedro Leal,

    No templo entra quem quer. Até o próprio S. Bernardo apenas dirigiu aquela directiva aos monges.

    A única palavra que faz parte do sagrado é a palavra do rito. O sermão é absolutamente profano.

    A Igreja católica passou a ter sermão, a evangélica é sermão.

    Nunca aceitaria como divina uma ordem dada por alguém, em nome de Deus, dizendo-me para onde é que eu devia ou não devia olhar ou falar ou o que deveria ou não ouvir. A menos que fosse ruído que importunasse a cerimónia, como é óbvio.

    A esses pecados menores chamava-se na Idade Média, pecados de orelhas. Nem precisavam de confissão especial. Do mesmo modo, "vozes de burro não chegam ao céu".

    Se na igreja até se fazem concertos rock, só por total incongruência se vinha dizer o que se deve ouvir e o que não se deve ver.

    A questão é simples. Ninguém tem o magistério da palavra de Deus, a não ser o papa e mesmo ele abre a porta a todos, incluindo aos hereges, aos descrentes e aos blasfemos.

    O que faz impressão no ateísmo é algo idêntico ao que me faz impressão nestes ditames que me acaba de dizer- a soberba de quem se acha proprietário do mundo de Deus.

    O que v. disse só teria validade se fosse fundador de uma qualquer Ordem Religiosa e então, impusesse estes ditames aos seus discípulos.

    Mas eu não faço parte dos servidores da Igreja, sou leiga. Entro onde quero porque os templos estão abertos a todos- pelo menos na minha religião, assim como na ortodoxa e até na islâmica. Se v.s os fecham a quem se distrai a olhar para pinturas e não dá muita atenção ao pastor Pedro ou ao Pastor Tiago, isso é v. problema. Pode crer. Não é meu, nem da minha Igreja.

    No entanto, devo dizer-lhe que é até um tanto inconsequente (para ser simpática) porque na Católica a ortodoxia resiste às modernices dos tempos. Ainda agora o Papa voltou a introduzir o latim na missa- e muito bem. Ao tempo que defendia esta mudança. esta resistência à dissolução nos tempos.

    Agora v.s ?v.s que até mostram as fatiotas de marca e o folclore todo do vedetismo, queriam agora vir com purismos para os olhinhos?

    Para não se ver as imagens sagradas e olhar para onde? para o infinito? ou acaso não se expõe à vista de todos pelo verbo e pela imagem? a vós, que não são Deus nem santos.


    Algum de v.s excomungou aqueles evangélicos loucos que até levam para as cerimónias com as criancinhas o Bush em tamanho natural em cartolina recortada?

     
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