quinta-feira, maio 08, 2008
A maior realização de um ser humano é deixar Deus ajudá-lo
Soren Kierkegaard by cbs
posted by @ 10:07 da manhã  
5 Comments:
  • At 8 de maio de 2008 às 15:07, Blogger Vítor Mácula said…

    "Mas a liberdade é esta lâmpada maravilhosa; quando o homem, animado da paixão ética, a esfrega: Deus existe para ele. E vejam, o espírito da lâmpada é um servidor (desejai-a vós então, ó vós cujo espírito é desejo), mas aquele que esfrega a lâmpada maravilhosa da liberdade, é ele próprio que se torna um servidor - o Espírito é o mestre. Isto é o começo."

    Johannes Climacus, alias Kierkegaard ;)

     
  • At 8 de maio de 2008 às 16:24, Blogger MC said…

    parece que temos aqui o homem em aparente contradição. isso espanta aludindo ao "tema" Deus?

     
  • At 8 de maio de 2008 às 17:02, Blogger Vítor Mácula said…

    Se pensares Deus como um ente exterior ao sujeito, talvez, mana. Mas "Deus é uma representação suprema que não pode explicar-se por nada de outro, mas apenas pelo facto que o sujeito se aprofunda a si-próprio dentro da representação."

    Convém também talvez esclarecer que a liberdade em jogo não é fazer o que me dá na bolha espontânea (precisamente e pelo contrário, isto corresponde para o moço à prisão suprema) mas à superação de tudo o que me cerceia e desvia da apropriação de mim próprio; e através de tal acção, chegar à revelação da verdade que me corresponde, e aí manter-me e desenvolver-me. A liberdade dá-se neste movimento de devolução a si-próprio, e que se constitui num esforço contínuo, num exercício vital, numa ascese.

     
  • At 8 de maio de 2008 às 18:14, Blogger MC said…

    "fazer o que dá na bolha", estamos condenados a só fazer o bem? E o tal do livre arbítrio? Há ou não?

    E como decidir a cada passo o que é o bem, o justo etc?

     
  • At 8 de maio de 2008 às 18:30, Blogger Vítor Mácula said…

    "o que dá na bolha espontânea" não corresponde ao livre-arbítrio, visto que o espontâneo não tem arbítrio.

    a questão é: qual o árbitro de mim?

    e a isto investiga-se asceticamente, na prática interior, é disso que o moço aqui trata. não se tratam de tribunais, pessoais ou colectivos.

    lentamente.

    não para fazer brilharetes discursivos nem responder a perguntas ociosas. mas na ferida da verdade, na que somos. saberás tu quem e o que és?

    no temor e no tremor. porque é terrífica a suspeita de que não me pertenço ;)

    e se o esforço é contínuo, é porque não se está condenado a só fazer seja o que fôr. estamos sempre perante uma alternativa.

    (diz o moço)

     
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