quinta-feira, janeiro 18, 2007
rumo ao progresso
Em Elvas (e Barcelos e Santo Tirso e Oliveira de Azeméis e Lamego e Torres Vedras) os meninos não podem nascer, mas vão poder ser abortados. Pelo menos, há alguma coerência.

Carlos Cunha
posted by @ 11:33 da manhã  
9 Comments:
  • At 18 de janeiro de 2007 às 23:38, Anonymous Anónimo said…

    demagogia feita à maneira é como um queijo numa ratoeira: as gravidezes não podem ser interrompidas também aí - não há serviços de obstetrícia e ginecologia! já fecharam. (e isso é outro debate: sabes o perigo que é para a vida de um nascituro nascer em mãos tão pouco treinadas?! Pensa lá bem, para não estares a querer abortar aos 9 meses, mantendo uma maternidade em cada paróquia.

     
  • At 19 de janeiro de 2007 às 01:28, Anonymous CC said…

    Sim, é demagogia, mas da boa!: vais ver como aparecem clínicas de interrupção de gravidezes num instante.

    A tua também não está má. Quando havia uma maternidade em cada paróquia, o que mais havia era abortos aos 9 meses...

     
  • At 19 de janeiro de 2007 às 02:10, Anonymous Anónimo said…

    já há dessas clínicas: chamam-se vão de escada. e vão continuar com a vitória do não, para glória dos (neo)liberais que gostam de manter a guetização social (e que gostam das outras clínicas, que também já existem, mas em Espanha).

     
  • At 19 de janeiro de 2007 às 03:09, Anonymous CC said…

    [«vãos de escada»? «guetização social»? É pá, em demagogia, dás-me uma cabazada, Miguel!] :)

    E com a despenalização acaba o aborto clandestino? Os abortos fazem-se todos até às 10 semanas? E vai toda a gente ao hospital?

    E estás enganado em relação ao voto dos neo-liberais. Consulta lá o Blasfémias e confere a tendência de voto. Vê lá esta mistura: http://arrastao.weblog.com.pt/arquivo/2007/01/blogue_sim_no_referendo.
    Os gajos até são empresários. Clínicas ou batatas é igual para eles.

     
  • At 19 de janeiro de 2007 às 04:08, Anonymous Anónimo said…

    «vãos de escada», «guetização social» não é demagogia. lamento: só com tanta vida pela frente é que não vemos a morte nesses esconsos sítios. ou fingimos não ver. sabes quantas adolescentes chegam aos hospitais a esvaírem-se por causa desses "vãos" tratamentos? muitas, demasiadas. mas preferimos condená-las [como se não bastasse a pena física e psíquica].

     
  • At 19 de janeiro de 2007 às 20:06, Anonymous Artur said…

    Pena física e psíquica? Ditada por qual juiz?

     
  • At 19 de janeiro de 2007 às 20:09, Anonymous Artur said…

    Eu acho que com o dinheiro que se vai gastar nisto da assitência aos abortos, bem que se podiam cortar quaisquer subsídios às pessoas carenciadas que querem ter filhos. Elas que abortem também e matam-se 2 coelhos com uma só cajadada, sendo que um dos coelhos ainda é só um feto.

     
  • At 20 de janeiro de 2007 às 09:05, Blogger timshel said…

    "com o dinheiro que se vai gastar nisto da assitência aos abortos, bem que se podiam cortar quaisquer subsídios às pessoas carenciadas que querem ter filhos. Elas que abortem também e matam-se 2 coelhos com uma só cajadada, sendo que um dos coelhos ainda é só um feto"

    :lol:

    embora não aprecie o argumento do dinheiro dos impostos na campanha do não, numa coisa ele é verdadeiro (embora infelizmente isso não seja devidamente sublinhado): se o sim ganhar os impostos que vão para o aborto não vão para outras situações essas sim verdadeiramente dignas de protecção

     
  • At 20 de janeiro de 2007 às 20:10, Anonymous Anónimo said…

    a intervenção deste Artur revela a mesquinhez (não temo a palavra) do campo do não; e da economia, não resisto a citar um post meu na Cibertúlia, sobre uma intervenção hilariante de António Borges, reconhecido salvador da pátria (e dos bolsos dele):
    «Confundir tudo para pior convencer, eis o que se lê nos argumentos absurdos de António Borges, economista, elevado a salvador da pátria por lentes obscuras: «Se o sim vencer, isso poderá levar a um aumento exponencial e deplorável do número de abortos», afirmou António Borges, durante uma conferência da plataforma "Não Obrigada". Para este economista, «a liberalização do aborto opcional» servirá de solução «para quem encarou com ligeireza o controle da natalidade». Acho espantosas, estas afirmações. Estes senhores ainda não perceberam que a liberalização do aborto já existe: chama-se vão de escada, à razia de umas quantas centenas de euros. O que se pretende é acabar com esta liberalização, tornar clinicamente seguro um acto que não deve ser pago com a cadeia, como prevê a actual lei. Mais: em lado nenhum, a despenalização (é isto que se está a votar!) contribuiu para o «aumento exponencial e deplorável do número de abortos». como afirma. O economista é pouco rigoroso, já se vê.

    António Borges diz ainda que fez as contas, tendo como referência que cada aborto custará ao Estado cerca de 650 euros, ou seja, custarão 20 a 30 milhões de euros por ano. «Os custos de 2,3 abortos serão suficientes para pagar uma cirurgia média», diz ainda. Gostava de saber onde foi buscar ele estes números. Mas para um defensor do liberalismo e que acha que o SNS é uma excrescência, não está mal a contabilidade. Para Borges, deve ficar mais barata a economia clandestina ou a ida-para-quem-pode a Badajoz e Madrid. Claro que o Serviço Nacional de Saúde não deve pagar isto aos pobres, aos que não têm possibilidades de atravessar a fronteira. Para eles, qualquer vão de escada serve. Os liberais detestam os pobres.»
    [http://cibertulia.blogspot.com/2007/01/clnica-do-vo-de-escada.html]

     
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