quarta-feira, junho 04, 2008
"The revelation of God is the abolition of religion"

Karl Barth
, Church Dogmatics 1956

cbs
posted by @ 6:57 da tarde  
9 Comments:
  • At 5 de junho de 2008 às 14:32, Blogger João Leal said…

    Nunca tinha pensado nisso a sério mas a minha opinião é a seguinte.
    O problema é que a Revelação de Deus não indica uma ética e a Religião serve exactamente para isso, para balizar a existência social necessária à sobrevivência das comunidades.
    Talvez seja por causa disso que, por norma, as grandes religiões do mundo estão fechadas à Revelação, esperando um momento indeterminado para que surja de novo. Os judeus esperam o Messias. Os Cristãos esperam a 2ª vinda de Cristo. Até lá, fica tudo quieto e Deus só fala aquilo que a gente entender.

     
  • At 5 de junho de 2008 às 15:59, Blogger Vítor Mácula said…

    2 breves notas:

    Para Barth toda a tentativa de relação com Deus, pessoal ou comunitária, é um fracasso, tem como consequência a negação de Deus (tanto a nossa como a do próprio Deus excluindo tais actividades da comunhão conSigo). O pecado máximo (isto é, a separação máxima) dá-se no acto religioso; por outro lado, continua ele, é no religioso que o fracasso se expõe, se dá a ver no seu (des)esplendor, porque o acto religioso é também o humano levado ao seu limite, à sua elevação máxima (daí a respectiva queda maior); quem for chamado ao religioso, tem o dever de no maior temor e tremor cumprir essa perigosa vocação. Não se trata duma abolição da religião para os humanos (o homem continuou pastor;) mas da consciência da sua incapacidade, por si, de comunhão com o divino.

    Para Barth a revelação não são tanto os textos bíblicos mas sobretudo a incarnação; se a religião constitui o negativo de Deus, Jesus Cristo é o sim de Deus.

    abraço, ó ensonado ;)

     
  • At 5 de junho de 2008 às 19:45, Blogger cbs said…

    No religion can stand before the grace of God as true religion

    Quase não li o Barth, mas o sentido que lhe apanho é este literalmente. A revelação, intimamente relaçionada com a incarnação, faz perder significado à religião, seja ela qual for. Se temos Deus vivo aqui, qual o sentido de tudo o resto? foi isto que quiz dizer. Não é uma perspectiva académica de estudos de religiões, a que chamei "pores-te de fora" (aí é óbvio que o Cristianismo é uma religião entre outras) mas é a perspectiva de um cristão que acredita Nele.

    Tá-se bem, tá-se melhor ;)

     
  • At 6 de junho de 2008 às 00:25, Blogger Luis Enrique said…

    Oxalá fosse assim, eu não posso ainda separa-los. Rejeito religião, não quería com isto rejeitar Deus, gostaría separa-los por completo, gostaría uma revelação que me o permiti-se.

     
  • At 6 de junho de 2008 às 00:52, Blogger cbs said…

    Olá Luis
    Que sintas isso, eu entendo.
    Mas o que disse não exclui, de todo em todo, a obediencia ao Papa, nem o rito católico.
    Vou á missa e faço parte da Igreja.
    Mais, para mim é essenciala Igreja Católica.

    abraço pá

     
  • At 6 de junho de 2008 às 11:22, Blogger Luis Enrique said…

    Obediencia a quem, ao Papa?...tal coisa não existe para mim, nem em mil anos! com o pasado que a Igreja Catolica tem? nem pensar ! mas não só o pasado, o presente, que graças a um Deus desconhecido para a religião, esse pomposo e sem sentido rito e Papa, sacerdotes e tudo o resto (violadores de crianças também), não vão muito mais longe que o fatuo e provado engano, mas há quem goste disso e viva em uma incoherente fantasia, as vezes, por um medo irracional. Não posso culpar aos que seguem essa ou outra religião mentirosa, mas sim aos manipuladores que não descansam.

     
  • At 6 de junho de 2008 às 11:46, Blogger cbs said…

    Meu caro Luis
    a ICAR tem um passado recheado de fraquezas e falhas.
    Por isso, até é impressionante que se mantenha ainda, uma das instituições humanas mais antigas. Eu sinto-me muito honrado por poder viver nesta grande comunidade, em comunhão com os vivos e os mortos, na qual consigo encontrar uma certeza, sobre o que considero mais essencial na minha vida.

    Mas como disse, compreendo-te. Cada um tem o seu caminho para Deus. Este é o meu.
    aceita-me mais um abraço, cristiano, transatlantico

     
  • At 6 de junho de 2008 às 12:21, Blogger Luis Enrique said…

    Caro CBS,
    isto é uma conversa madura, naturalmente que eu respeito sua crença, tudo bem..e foi isso o que eu coloquei no meu comentario anterior. Não posso nem quero culpar ou assinalar ninguém por acreditar naquilo ! mas repito, culpo e culparei, e os assinalo também ! porque já é assunto de Liberdade e saúde espiritual e mental, e por isso de importancia máxima!. Portanto, vai mais além de um simples assunto romantico e imperceptivel para os que dormem (entenda-se religiosos acomodados) a esses, aos que querem, por um fatuo desejo de poder, manipular os outros para seus propios interesses. E isto é tão comúm na religião como na vida secular, ou você é daqueles que acredita que detrás da máscara da Igreja há humildade e boas intencoes..? Não ! nunca houve !

     
  • At 6 de junho de 2008 às 12:44, Blogger Vítor Mácula said…

    Bom dia.

    Bem, eu do Barth também só li o seu comentário à Carta aos Romanos e alguns textos dispersos, pronto ;)

    "A revelação, intimamente relacionada com a incarnação, faz perder significado à religião, seja ela qual for."
    Sim. E a questão é: Onde está a incarnação?
    Do ponto de vista teológico poderás dizer que Cristo reparou a fractura, e que já não é preciso re-ligião; mas a identificação dos modos disso, e de como decido eu relacionar-me e concretizar tal reparação na carne dos meus dias. E o ponto aqui é: a eucaristia é um acto religioso, visto que nos re-liga ou mantém na reparação efectuada por Cristo, que por nós não acedemos nem fazemos.

    Falo por mim. Como te disse, concebo o cristianismo a-religioso (o mano protestante Vahanian, por exemplo, ou o já referido padre Mário de Oliveira). But I' m a religious guy ;)

    Ressalve-se no entanto que para re-ligar-me, no limite, não preciso da panóplia espectacular da instituição: basta dirigir-me directamente a Deus, executar a Sua inspiração e orientação, celebrar e comungar com irmãos na fé etc

    E também não acho que o único caminho para deus seja a conversão nominal a qualquer "ismo" ("cristianismo" incluído ;)

    Não queres um dia destes, explicitar melhor essa da "obediência ao Papa"?

    abraço

     
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