quinta-feira, setembro 20, 2007
Já agora valia a pena pensar nisso,
como diria o inefável reverendo Padre Vaz Pinto. É que tu, ó caríssima e insidiosíssima zazie, tu tens um um ponto muito interessante. Há muito que ando com dúvidas sobre se os evangélicos, na sua versão chã, bem como todos os pentecostais, ainda podem ser considerados como protestantes. Nem vejo porque não serão já eles todo um ramo individual do Cristianismo. Passaríamos assim a ter os católicos, os ortodoxos, os protestantes e agora os anabaptistas. Chamemos-lhe isso para lhes reter a designação original, o seu ponto de saída do protestantismo rumo aos States e a tudo o resto. Serão eles mais scofieldianos do que luteranos? Por amostragens recentes dir-se-ia que, pelo menos tendencialmente, sim. Aceitam-se opiniões.
josé
posted by @ 3:33 da tarde  
9 Comments:
  • At 20 de setembro de 2007 às 18:53, Blogger MC said…

    Já agora também valia a pena pensar nisto: :)

    "Disse, depois, aos servos: 'O banquete das núpcias está pronto, mas os convidados não eram dignos.


    Mt 22, 10 Os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos aqueles que encontraram, maus e bons, e a sala do banquete encheu-se de convidados." Mt 22,8, 10

    Acho importante sabermos a que grupo pertencemos, com quem nos identificamos. Mas que isso sirva sempre para incluir e não o inverso. Não aconteça que julgando-nos os puros, vejamos os "maltrapilhos" com quem doutrinariamente não nos identificamos, tomarem os lugares que achavamos que eram nossos por direito.

    Serei eu uma relativista? Sou. Mas Quem Mateus cita, me parece muito mais...(perdoem-me o abuso da comparação).

     
  • At 20 de setembro de 2007 às 19:12, Blogger MC said…

    e falando português...estas discussões no Trento valem o que valem...se vieram "práqui" católicos e protestantes atirar pedras aos telhados de vidro uns dos outros (e não se têm dado mal)é porque gostam de o fazer...mas, enquanto isso, há gente a precisar de um copo de água, a morrer indigente, o fosso entre ricos e pobres a aumentar...não é por nada, mas gostava de ver mais posts a tentar descobrir maneiras de minorar esses males. Ou é melhor continuarmos todos a gritar: "eu sou de Paulo" "eu sou de Apolo"?...

     
  • At 21 de setembro de 2007 às 00:09, Blogger Antonius Block said…

    MC,

    Perdoar-me-ás mas o que é que o teu comentário acrescenta em qualquer medida que seja? É claro que todos nós levamos isto (ou deviamos levar) mais ou menos na desportiva. Agora daí a vires com essa conversa do "minorar os males do mundo" e essas tretas pseudo-caridosas é que também não me parece que acrescente grande coisa. Os blogs servem para isto mesmo, para a discussão de ideias e para aprender alguma coisa possivelmente. Sabes lá tu das nossas acções caridosas ou sócio-caritativas ou reflexões de natureza sociológica que deixamos ou não de fazer... Agora todos os espaços têm que ser de uma mesma natureza? A Igreja não é uma grande instituição de acção social. Para isso fechavamos o estaminé e fundiamo-nos com a Cruz Vermelha.

     
  • At 21 de setembro de 2007 às 10:44, Blogger MC said…

    Antonius, para meditares:

    "1* Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
    se não tiver amor, sou como um bronze que soa
    ou um címbalo que retine.
    2Ainda que eu tenha o dom da profecia
    e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
    ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,
    se não tiver amor, nada sou.
    3Ainda que eu distribua todos os meus bens
    e entregue o meu corpo para ser queimado,
    se não tiver amor, de nada me aproveita.

    4*O amor é paciente,
    o amor é prestável,
    não é invejoso,
    não é arrogante nem orgulhoso,
    5nada faz de inconveniente,
    não procura o seu próprio interesse,
    não se irrita nem guarda ressentimento.
    6Não se alegra com a injustiça,
    mas rejubila com a verdade.
    7Tudo desculpa, tudo crê,
    tudo espera, tudo suporta.

    8*O amor jamais passará.
    As profecias terão o seu fim,
    o dom das línguas terminará
    e a ciência vai ser inútil.
    9Pois o nosso conhecimento é imperfeito
    e também imperfeita é a nossa profecia.
    10Mas, quando vier o que é perfeito,
    o que é imperfeito desaparecerá.
    11Quando eu era criança,
    falava como criança,
    pensava como criança,
    raciocinava como criança.
    Mas, quando me tornei homem,
    deixei o que era próprio de criança.

    12*Agora, vemos como num espelho,
    de maneira confusa;
    depois, veremos face a face.
    Agora, conheço de modo imperfeito;
    depois, conhecerei como sou conhecido.
    13*Agora permanecem estas três coisas:
    a fé, a esperança e o amor;
    mas a maior de todas é o amor." (1ª Cor 13,1-13)

    Com a resposta que me dás, vê-se que não apanhaste AINDA o essencial da mensagem cristã.

     
  • At 21 de setembro de 2007 às 10:50, Blogger zazie said…

    c'um caraças... agora só cá faltava a patrulha das vigárias esquerdalhas...

     
  • At 21 de setembro de 2007 às 12:27, Blogger josé said…

    Pois, MC, minha boa amiga, parece-me que neste caso não estás a ser pertinente. Eu não estou classificar niguém como maltrapilho por não ser católico como eu. Antes pelo contrário, eu estou, e sem ironia, a classificar os evangélicos como um ramo autónomo e legítimo do Critianismo.
    E tem toda a razão o Antonius quando fala dos fins deste blogue que é pormo-nos a falar uns com os outros para perceber melhor as nossas diferenças e não para as esquecermos em prol da salvação do mundo. É que aqui não se cuida disso.
    Já agora, zazie, estiveste bem num comentário ao outro post ao alertar para a fatal transubstanciação da religião em ideologia. Estás aí, ó Timshel dum camano?

     
  • At 21 de setembro de 2007 às 12:33, Blogger zazie said…

    ahahaha

    O Tim encapuchou

    ":O)))

     
  • At 21 de setembro de 2007 às 17:24, Blogger MC said…

    Caro José,

    há mil e uma maneiras de cozinhar bacalhau e de fazer blogues muito mais. Cada um cozinha e come do que gosta.

    Não fiz os comentários para que me batessem palmas ou a achar que tinha descoberto a pólvora. Fui assertiva. Admito. Neles manifestei a quão pouca graça acho a estas discussões.

    Agora, achar que neles me movo por alguma ideologia política, é facilitar para não reflectir. Não é a política que me move. É o Reino de Deus. Coisa bem diferente.

    Se quiseres perceber melhor o que quero dizer lê, por ex., este texto:
    blogs.periodistadigital.com/xpikaza.php/2007/09/17/p115819#more115819

    abraço

     
  • At 21 de setembro de 2007 às 20:41, Blogger zazie said…

    A MC anda a ressacar. Não devia ter fechado o estaminé.

     
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