quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Quarta-feira de cinzas II
É quarta-feira de cinzas e com tanto entusiasmo Vieirino (rightly so) torna-se necessário equilibrar a balança com um gesto ecuménico:







Denn es gehet dem Menschen wie dem Vieh;
wie dies stirbt, so stirbt er auch;
und haben alle einerlei Odem;
und der Mensch hat nichts mehr denn das Vieh:
denn es ist alles eitel.



Es fährt alles an einem Ort;
es ist alles von Staub gemacht,
und wird wieder zu Staub.

Wer weiß, ob der Geist des Menschen
aufwärts fahre,
und der Odem des Viehes unterwärts unter
die Erde fahre?


Darum sahe ich, daß nichts bessers ist,
denn daß der Mensch frählich sei in seiner Arbeit,
denn das ist sein Teil.

Denn wer will ihn dahin bringen,
daß er sehe, was nach ihm geschehen wird?

Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo, também, sucede aos animais; a mesma coisa lhes sucede:
como morre um, assim morre o outro,
todos têm o mesmo fôlego;
e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma,
porque todos são vaidade.

Todos vão para um lugar:
todos são pó,
e todos ao pó tornarão.

Quem adverte que o fôlego dos filhos dos homens
sobe para cima,
e que o fôlego dos animais desce
para baixo da terra?

Assim que, tenho visto que não há coisa melhor
do que alegrar-se o homem nas suas obras,
porque essa é a sua porção;

Porque, quem o fará voltar
para ver o que será depois dele?

O texto é de Eclesiastes 3,19-22 (versão original da tradução de Martin Luther, versão portuguesa de João Ferreira de Almeida), o compositor é Johannes Brahms, a obra é "Vier Ernste Gesänge" (Quatro canções sérias) das quais esta é a primeira, cantada pelo indescutível mestre das Lieder, Fischer-Dieskau.

Não há compositor genial mais subestimado que Brahms, não há maior mestre da metafísica encarnada na pauta. Um protestante que se preze conhece pelo menos o Ein Deutsches Requiem.

Luís
posted by @ 5:40 da tarde  
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