sexta-feira, junho 01, 2007
mais um relativista infiltrado
Diz o Antonius num comentário aí para trás:

"Esquerda e direita é tão passé"

Ora isto é do mais puro relativismo.

Equivale a dizer que o Bem e o Mal se encontram ultrapassados. Ou que Deus e o Diabo são concepções do antanho.

Claro que a esquerda e a direita existem e estão bem visíveis. Tão visíveis como o Bem e o Mal. Tão visíveis como Deus e o Diabo.

Porque as políticas de esquerda são os caminhos sociais do Bem e representam obras de Deus na comunidade dos homens.

Porque a esquerda visa tornar os homens mais irmãos. Porque a esquerda visa tornar os homens mais iguais.

E as políticas de direita são os projectos do Diabo, a realização da selva social em que os homens se tornam bestas ferozes ansiosas por aniquilar os seus irmãos para poderem ter mais poder, dinheiro e sucesso. As políticas de direita tornam os homens instrumentos do Mal.

E qualquer relativismo nesta matéria serve apenas para aquilo que, desde o Génesis, serve o relativismo: conduzir o homem ao pecado.

timshel
posted by @ 5:57 da manhã  
30 Comments:
  • At 1 de junho de 2007 às 06:17, Blogger Biby Cletus said…

    Cool blog, i just randomly surfed in, but it sure was worth my time, will be back

    Deep Regards from the other side of the Moon

    Biby Cletus

     
  • At 1 de junho de 2007 às 10:46, Blogger David Cameira said…

    Não podia estar mais de acordo

    Se bem q a esquerda queira viver Criatianismo sem ELE , pelo menos por vezes, a direita fala muito mas nao ratica nada do reino dos Céus.

    Vi o Livro de Tiago , no seu capitulo 5, para ficar-mos só pelo Novo Testamento

     
  • At 1 de junho de 2007 às 11:20, Blogger Nuno Fonseca said…

    Não podia estar mais em desacordo.

    Um César de esquerda é sempre um César.

     
  • At 1 de junho de 2007 às 11:26, Blogger Hadassah said…

    Não sei se concordo com isto...é na direita mais conservadora que encontramos a defesa dos principios cristãos e da moral cristã (?)

     
  • At 1 de junho de 2007 às 11:35, Blogger Hadassah said…

    Eu acho que a "pura" Esquerda tem boas intenções em relação à humanidade, o querer repartir a riqueza e promover bens sociais, etc...mas falha no método, acaba por promover o caminho do facilitismo...Quer dar o peixe em vez de dar a "cana de pesca"... criando assim maus vícios e pessoas ociosas.

     
  • At 1 de junho de 2007 às 12:28, Anonymous Anónimo said…

    cheira-me a maniqueísmo... não vos cheira?

     
  • At 1 de junho de 2007 às 12:59, Blogger zazie said…

    ahahahaha

    Agora aturem-nos v.s que ei já o aturei

    ":O)))
    É lindo isto, só faltava pedir-lhe para caracterizar, com exemplozinhos concretos, quais são essas politicas de esquerda e quais as de direita e que sociedades é que já resultaram delas

    Mais nada.

    De resto, o Tim tem sempre razão: bem é bem, mal é ma. Pode é não ter qualquer tradução em políticas numa sociedade e numa civilização capitalista

    ":OP

     
  • At 1 de junho de 2007 às 13:01, Blogger zazie said…

    A menos que se reduza a boa da superioridade moral de esquerda a exemplos como o "socialismo a petróleo" de que falou o Dragão
    ehehe

    Ou tudo ao que entra na barriga. O espírito nunca conta nestas dicotomias em que o homo economicus é o Homem

     
  • At 1 de junho de 2007 às 13:03, Blogger zazie said…

    Um bom exemplo era pedirem-lhe para mostrar onde está a representatibilidade de uma esquerda crente.

    Existe? onde? Um esquerda cristã. Onde é que está a força de representação social e as políticas de moral superior de uma esquerda cristã.

    Quando ele a encontrar voltamos à conversa.

     
  • At 1 de junho de 2007 às 13:04, Blogger zazie said…

    Por cá estamos a caminho do Paraíso- maioria parlamentar de superioridade de esquerda.

     
  • At 1 de junho de 2007 às 13:06, Blogger zazie said…

    Maioria parlamentar e governativa de há 33 anos a esta parte de superioridade moral de esquerda.

    Melhor que Portugal só a Venezuela. Temos lugar garantido no céu.

    Quanto mais não seja por carregarmos esta cruz...

    ":O?

     
  • At 1 de junho de 2007 às 13:09, Blogger zazie said…

    Se ele dissesse que neoliberalismo e conservardorismo são coisas antagónicas; ou que toda a política que se baseia em leis da economia e do mercado é desumana, assinava por baixo.

    Mas, para isso, as dicotomias tradicionais de esquerda/direita já não fazem sentido. Acabaram no dia em que caiu a URSS.
    O modelo social proposto pelo exemplo máximo de leis da história e utopia de esquerda deu bode.

    Ele é que ainda està à espera que do bode renasça carneirinho.

    Quanto, o mais que nasce, é patinho...

     
  • At 1 de junho de 2007 às 13:16, Blogger zazie said…

    A esquerda moderna até é neoliberal. Para terrplanar os valores. E, para isso, qualquer política desumana é boa. Com a agravante de serem progressistas e totalitários.

    Enquanto uma direita ainda pode ser social-democrata não totalitária, e até com valores católicos e cristãos, o caminho da terraplanagem totalitária de esquerda há-de ser sempre ateu, uniformizado por cúpula e contra qualquer autonomia de núcleos sociais.

    Trocidam o povo, acabam com o povo mais depressa que qualquer conservador de direita. Nunca nenhum projecto social conseguiu matar em tão pouco tempo a espiritualidade de povos como os projectos de esquerda.

    O mal da esquerda é este: é jacobina e burguesa- por isso é que é fenómeno de mundo moderno e nem se aplica esta dicotomiao fora do mundo europeu/americano.

    O burguês é um personagem neoliberal e igualmente de esquerda.

     
  • At 1 de junho de 2007 às 13:21, Blogger zazie said…

    Para simplificar:

    Quantos CCs e Tims estão no poder ou nos partidos de esquerda cá da santa terrinha?

    Botem-me aí nomes de Timshelinhos e CCs a terem força social e até histórica no nosso país.

    E depois não me venham com a treta de que a dança está correcta, o problema é "a sala estar inclinada".

     
  • At 1 de junho de 2007 às 13:21, Blogger Antonius Block said…

    Isto é a gozar não é? Sò pode :P

    Concordo com o que diz a zazie:

    De resto, o Tim tem sempre razão: bem é bem, mal é ma. Pode é não ter qualquer tradução em políticas numa sociedade e numa civilização capitalista

    A minha posição nada tem de relativista... A terminologia e posição política linear é que está completamente ultrapassada. Há imensas maneiras de ser de esquerda, e imensas maneiras de ser de direita. Sou conservador nos costumes mas liberal nas liberdades, embora acredite num estado social com alguma força. Acredito nos movimentos sociais e na sua importância (mete-me nojo esta mania vigente de criticar uma greve de cada vez que ela é convocada, embora concorde que greves de função pública também são a brincar face ao que foram verdadeiras greves em que as consequências eram bem mais reais que menos um dia de ordenado. Isto faz de mim o quê? A esquerda tradicional não defende qualquer tipo de valores cristãos, não me venham com histórias, defende o jacobinismo da praxe com os pseudo-valores da revolução francesa. Diria que gosto dos americanos porque têm a tradição liberal inglesa, mas menos aristocrática e mais popular (que tem lados negativos como a pena de morte ou o porte de arma). Nenhum país é tão verdadeiramente popular como os EUA. Na Europa vingam as "democracias esclarecidas" com uma classe de europeístas e iluminados que ditam aquilo que o povo deve achar e têm-lhe no fundo um enorme medo. Ou seja, acho os EUA bem mais de esquerda que a Europa :P

     
  • At 1 de junho de 2007 às 13:34, Blogger zazie said…

    ahahaha

    Parece a gozar mas é verdade. O Tim também é um fenómeno de mumificação ideológica

    ahahahha

    Ele não percebe que o capitalismo ganhou. Tem a fé que o Chavez mostre que o paraíso igualitário e cristão ainda é possível.

    E depois, como vive na na estratosfera (às vezes mais parece na trastosfera) não se dá conta que já nem existem políticas divididas a meio ou puras em que essa dicotomia faria sentido.

    Porque, o que existem são sociais democracias num sistema capitalista e, ainda por cima, globalizado.

    O máximo que acontece é haver países mais ricos e países mais pobres. Os mais ricos há mais tempo, podem ter maior estado social e ainda aguentam essas protecções e humanidades sociais- e podem ser governados por partidos de direita e fazerem-no.
    Os mais pobres é um ver se te havias. Sem background capitalista não há estado social e de política de porta aberta o pouco que há vai-se num instante. Há quem lucre com isso e quem se lixe ainda mais com o mesmo, quando um país pobre se mete a ter políticas de socializantes de esquerda num mundo moderno.

    É o que se passa por cá há décadas. Para não dizer mais...

    O D. Dinis ou o D. João II eram de esquerda ou de direita?

    Se ele tentar responder a isto vai ver que não consegue. Porque a esquerda é um fenómeno socializante internacionalista e produto dessa personagem - o burguês.

     
  • At 1 de junho de 2007 às 13:36, Blogger zazie said…

    que ursa: um ver se te avias. Não é verbo haver.

     
  • At 1 de junho de 2007 às 13:38, Blogger Antonius Block said…

    Isto tem tudo a ver com a concepção que se tem de democracia.

    Para mim um estado é tanto mais democrático quanto é capaz de incorporar as tensões inerentes a uma sociedade dentro dos próprios limites da democracia. Ou seja, greves, manifestações, talk-shows de proto-fascistas, anarquistas, pro-life ou against-life, pro-liquor ou pelo retorno da lei seca, pelas armas ou contra as armas, pela guerra do Iraque ou contra a guerra do Iraque, tudo isso a fervilhar na sociedade em diálogo frontal, agressivo quanto tem de ser, mas tudo dentro dos limites da legalidade (advogo até que sejam legalizados movimentos como o KKK, que nunca deixou de ser legal. Exprimam-se à vontade, na altura em que matarem alguém vão de cana).

    Porque qual é a alternativa? A alternativa é essas tensões virem a ser acumuladas e mais tarde aparecerem de repente fora do jogo democrático. E sempre foi essa a fragilidade das democracias continentais europeias, e parece que não se continua a aparecer. São democracias muito avançadas, de muitos valores aristocráticos, de esquerda e modernos, muito mais modernos que os bárbaros dos americanos. O problema é que a dada altura estão completamente desligados do povo, e viu-se a que é que deu azo essas democracias étereas na história europeia. Surgimento de fascismos populistas, que concentram toda a tensão reprimida nos piores sentimentos populares e criam coisas abomináveis...

    Portanto, digo apenas que é muito confortável a posição europeia (e eu defendo praticamente todos os valores dos estados europeus e não gosto da maior parte dos valores populares, não acho é que seja essa a forma de os fazer prevalecer) até isto estoirar. A Constituição Europeia foi só um começo... este "centralismo democrático" é das piores tradições da esquerda tradicional, e se acharmos que a esquerda é a defesa dos valores e da democracia, então a esquerda tradicional não é esquerda, o que já em si é um contrasenso.

    Logo ambos os termos de esquerda e direita estão conotados por uma carga história que os torna pouco operativos hoje em dia. E nem sequer são os mais usados para destinguir posições políticas noutras partes do mundo... Esquerda e direita é coisa muito francesa e muito pouco anglo-saxónica por exemplo. Ver aí alguma equiparação directa entre o Bem e o Mal é francamente abusivo, ou pelo menos, umbiguista.

     
  • At 1 de junho de 2007 às 13:40, Blogger Antonius Block said…

    errata: parece que não se continua a aparecer = parece que se continua a não aprender

     
  • At 1 de junho de 2007 às 13:43, Blogger zazie said…

    No meu caso, por vivência detesto tudo o que a esquerda representa e ainda mais o que a esquerda moderna representa.

    Mas não me considero sequer de direita. Não tenho qualquer herança que se possa traduzir em ideologia de direita conservadora com imagem no nosso passado de ditadura, nem sequer com imagem de direita política partidária presente.

    O sistema de que posso estar mais perto é óbvio que é a social democracia. Mas nisso só os neoliberais é que negam ainda que vivam em sociais democracias.

    No entanto, em termos práticos ou de pensamento até posso estar à esquerda da esquerda ou à direita da direita. Depende da questão.

    E nada disto tem qualquer tradução em representação partidárias. Não há nenhum partido em que me reveja.

    Mas, é claro que sou conservadora. Disso tenho a certeza. É mais fácil saber-se o que não se é.

    Sou perfeitamente contra o "progressismo" venha ele de neoliberais ou de jacobinos de esquerda.
    E sou anti-burguesa, que é coisa mais difícil de se perceber. No outro dia o Dragão falou do assunto.

    O Tim faz parte dos anti-burgueses.Por isso é que é um bacano capaz de escrever estas coisas fora da História

    ":O))))

     
  • At 1 de junho de 2007 às 13:46, Blogger zazie said…

    Diferenças: não sou internacionalista pois acho que o internacionalismo acaba sempre por criar novas dicotomias de espoliados da terra e burgueses.

    O Tim é internacionalista, eu sou nacionalista conservadora. Anti-burguesa e anti-proletária- com exemplo no discurso do filho-da-puta, do Alberto Pimenta (o pequeno é igual ao grande; o grande é igual ao pequeno)

     
  • At 1 de junho de 2007 às 13:47, Blogger zazie said…

    A meta é a mesma: a utopia de esquerda proletária é lumpen; a neoliberal é a da banca: ambos têm o mito do burguês com móbil e etapa a atingir.

     
  • At 1 de junho de 2007 às 13:55, Blogger zazie said…

    "este "centralismo democrático" é das piores tradições da esquerda tradicional

    Exacto. A dicotomia é muito franciú por ser muito derivada da Revolução Francesa.
    Por cá tem esse peso, por ser muito jacobina. A herança histórica do nosso progressismo é ser jacobino. São os filhos do Marquês de que falou uma vez o Arroja (coisa que ajudou à expulsão do blogue).

    O nosso liberalismo e a nossa esquerda têm as mesmas raízes jacobinas. `

    É por isso que até podem entender-se entre descendentes da Carbonária e de mata-frades e entenderem-se entre esquerda jacobina e direita neo-liberal.
    ~
    Têm essa tradição de terraplanagem social. São ateuzinhos militantes.

    Esta é que é a tradição das ditas docotomias com expressão em políticas e momentos sociais por cá.
    Os conservadores perdem o barco po várias razões. Por ficarem associados ao Império que se perdeu e essa sociedade que também estava fora de tempo e por não terem gerado descendência.

    Infelizmente somos espécies em vias de extinção- os anti-burgueses conservadores e não jacobinos.

     
  • At 1 de junho de 2007 às 14:00, Blogger João Leal said…

    Mas qual é a surpresa? Toda a gente sabe que a malta de esquerda pensa assim. É uma opinião. Não tenho duvidas de que eles se olham assim. Põem a capa, a mascarilha e saem porta fora decididos a combater o mal, isto é, a direita. É bonito, sim senhor.

    Capitão Timshell e o seu Fiel Homem-Louçã Prontos Para Combater o Mal e a Injustiça Contra os Poderes do Mal e os Seus Piores Vilões"

    (Mas a Marvel não é americana?)

    Fixe! Teve um piadão, este post!

     
  • At 1 de junho de 2007 às 14:01, Blogger zazie said…

    o mal da esquerda tem um auto-enunciado: é "republicana e laica".

    Com tudo o que isto pode querer dizer. E tudo que quer dizer tem História feita e mal-feita no nosso país e significa muito mais do que as palavras República e laicidade podem dizer.

     
  • At 1 de junho de 2007 às 14:04, Blogger zazie said…

    O Tim não tem nada a ver com Louçãs.

    O Tim é bem mais inteligente que tudo isso.

    É um bacano muito peculiar com quem me entendo há anos. E entendo mais facilmente com ele, com todas estas maluqueiras inviáveis do que com qualquer conservador de direita oficial...

    essa é que é essa. Quem está fora dos esquemas não se entende em esquematismos.

    O esquematismo do Tim é cristão. Por vontade dele não havia pobres.

    Pela minha também não. Só não acredito em utopias nem acredito que a única pobreza seja a da carteira mais ou menos cheia. Assim como não acredito em genéticas ou pedagogias doutrinárias.

    O melhor exemplo que encontro ainda é o "despedi o meu patrão" do Zeca Baleiro.

    ":OP

     
  • At 1 de junho de 2007 às 14:06, Blogger zazie said…

    Mas é claro que quem levita para a "trasteosfera" é bem capaz de acreditar que o demo é quem anda cá por baixo...

    ":O?

     
  • At 1 de junho de 2007 às 15:59, Blogger Hadassah said…

    Estou plenamente com este comment do Antonius:

    "Há imensas maneiras de ser de esquerda, e imensas maneiras de ser de direita. Sou conservador nos costumes mas liberal nas liberdades..."


    E com este da Zazie, não diria melhor:

    "No meu caso, por vivência detesto tudo o que a esquerda representa e ainda mais o que a esquerda moderna representa.

    Mas não me considero sequer de direita. (...)

    O sistema de que posso estar mais perto é óbvio que é a social democracia...

    No entanto, em termos práticos ou de pensamento até posso estar à esquerda da esquerda ou à direita da direita. Depende da questão. Não há nenhum partido em que me reveja."

     
  • At 1 de junho de 2007 às 16:10, Blogger zazie said…

    Era muito mais simples se ele dissesse que a defesa da lei do mais forte é isso- um pensamento ou uma forma de entender o mundo anti-cristã.

    O diabo do rapaz tem de ser sempre excessivamente político. Ainda acredita nas engenharias sociais igualitárias- "Enquanto o houver Chávez há esperança" é o lema do Tim

    ":OP

     
  • At 1 de junho de 2007 às 16:46, Blogger João Leal said…

    Tim,

    peço desculpa pela brincadeira estúpida de há pouco.

     
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