quarta-feira, maio 30, 2007
Porque sou Cristão 1: o Transcendente
Therefore I take it that when I tell you why I am not a Christian I have to tell you two different things:
First, why I do not believe in God and in immortality;
And, secondly, why I do not think that Christ was the best and wisest of men, although I grant him a very high degree of moral goodness.

Na minha carne sinto a presença, fugidia mas plena, de um “nada” que absurdamente existe.
Quando quero dizê-lo, prende-se-me na garganta, quando tento focá-lo, esbate-se;
Mas se me abstenho, se abro a alma, esse “absurdo” transcendente invade como um dado imediato da consciência.
É preciso nada querer para poder “crer”.
Posso enganar-me, claro que posso…
E como sustentar a negação da transcendência?
Como Russell, racionalizando aquilo que é irracional?
Ele próprio dizia que a ideia de existir um princípio do tempo é irracional.
“There is no reason to suppose that the world had a beginning at all” afirmou Russell naquele dia de Março em Battersea.
Em 1927 a ideia de um começo era irracional, mas em 2007 já poucos duvidam do “início do Tempo” (de “um” tempo, pelo menos).
Só uma posição agnóstica (não negacionista), parece racionalmente sustentável.
Afirmar-se-á “ateu” quem se obrigou a uma reflexão profunda sobre Deus – reflexão que é prenhe de religiosidade – e de seguida escolheu afastar-se.
Senão é-se tão ingénuo quanto um fanatismo “beato”.

Não quero convencer nem enganar ninguém, e muito menos a mim mesmo, mas se algo me entra pelos olhos da alma dentro, porquê negá-lo?
cbs
PS: esta confissão pode ser extemporânea num blog onde todos já passaram deste ponto. Mas é assim que falo com um ateu. E foi, de facto, o meu ponto de partida para a Fé.
posted by @ 7:57 da tarde  
2 Comments:
  • At 31 de maio de 2007 às 00:17, Blogger Antonius Block said…

    Caro cbs,

    Terá alguém já de facto passado totalmente esse ponto? Eu não me demarco vincadamente dos ateus, há bem pouco tempo era um deles... Acho que tenho mais em comum com eles do que com os homens de grande Fé da história do cristianismo, pela fraqueza da minha crença. Gosto de partilhar a minha fraqueza com eles, da mesma forma que gosto de partilhar da minha experiência de encontro com os crentes.

    Nota: Que tal foi o almoço? Peço-vos desculpa por não ter dito nada mas esqueci-me completamente e quando li os mails já me via impedido de ir ter convosco. Espero que haja outro em breve ao qual possa comparecer!

    Um abraço, em Cristo

     
  • At 31 de maio de 2007 às 09:10, Blogger cbs said…

    Antonius
    eu separo os distraídos, dos que pelo menos alguma vez, reflectiram e se introespectaram com humildade.
    No preiro grupo estão as crianças do espirito, no segundo estão os religiosos, crentes (não só cristãos) e ateus.
    E impressiona-me sempre dialogar com a amargura (sofrer?) que se desprende de um ateu... um dos casos é o Saramago.

    O almoço foi´bom, como de costume... o problema foi a falta de quorum :)
    só o nucleo duro não chega, precisamos dos novos evangelistas...

     
Enviar um comentário
<< Home
 
 
Um blogue de protestantes e católicos.
Já escrito
Arquivos
Links
© 2006 your copyright here